quarta-feira, 5 de dezembro de 2012

Senhor Primeiro Ministro,demita-se!



Já ninguém te quer, nem ao teu séquito. Podes ficar com os teus amigos que são embirrentos e parecidos contigo.
Deixa-nos em paz. A tentar crescer.
Não vivi acima das minhas possibilidades e sempre trabalhei imenso. Paguei os impostos todos.
Paguei estádios,auto-estradas, cursos de formação no Alentejo com jeeps incorporados e mais auto-estradas.
Não tenho bens próprios,nem nunca tive em meu nome ou para colocar em nome de filhos,primos na Suiça ou em off-shores.
Como milhares de Portugueses. E,diferente de umas centenas deles que todos conhecemos e se safam nas malhas da minudência legislativa.
Portugal é que acumulou dívida comigo e eu não cobrei. Segui o conselho de Ministros da praça, saí da minha zona de conforto,aproveitei a oportunidade na Portela e emigrei.
Menos um contribuinte a dar despesa ao Estado. E a pensar nunca mais para ele contribuir.
Espero que um dia os bons saiam vitoriosos nesse país desgovernado, que não merece que ninguém se sacrifique mais.
Mas que exija mais de quem é verdadeiramente responsável.
Já paguei o que tinha a pagar, já penei o que tinha que penar e ainda não fui ressarcida das dívidas que o estado fez em meu nome em obras faraónicas, ainda por cima sem oferecer banhos com leite de cabra para amaciar a pele de quem as pagou: nós.
Nem os jovens, nem os velhos, nem os da meia-idade,nem os pobres e nem alguns ricos te querem ou ao teu séquito.
Nem ao pastel podre que está em Belém.

sábado, 1 de dezembro de 2012

Escrever e falar em preteguês


Neste momento estou num sitio onde leio e ouço a Língua Portuguesa ser diariamente ofendida como se se tratasse de uma filha bastarda de uma prostituta. Até ela, a prostituta me merece respeito.Aquela foi a sua opção. 

E,onde estou, não é a língua materna.Foi a língua imposta e mal ensinada. Estão desculpados.

Mas ser nossa opção,estudantes desta licenciatura, na nossa língua materna, ofendermos constantemente a nossa língua é voltar à barbárie.

Recentemente não me contive e manifestei-me,numa troca de mensagens de colegas sobre uma questão que nem interessa ao caso.

Disse de minha justiça. Não se trata de intolerância. Esta só tenho à lactose.

É falta de paciência para ler frases cheias de erros ortográficos em "preteguês".

Entregámos de mão beijada,sem escrúpulos nem vergonha, porque agora lambemos cús e temos medo, um novo acordo ortográfico.

Mas ainda nem sequer sabemos escrever no "antigo"? Como é que é?

Eu recuso-me a ser moderna neste ponto,mas só neste, por respeito à minha Língua.
Sou a favor da evolução das línguas,mas não preciso de nova grafia para ser entendida por 200 milhões de brasileiros.

Nem eles, que quase nunca nos entendem e estão-se "nas tintas". Eu também estou.

Aqui, quando não me entendem repito 10 vezes com palavras novas se preciso for. Porque temos essa riqueza. E não preciso de falar como eles. E lá nos entendemos nesta língua linda. E bem.

Mas sei escrever na grafia "antiga". E vou continuar a dedicar-me a ela com orgulho. E se me assinalarem erros porque não escrevo segundo a nova grafia,paciência.

Mais e mais teimosa vou ficar. A escrever como aprendi e sem erros ortográficos.

Cuidado com a forma como (des)tratamos a nossa língua em especial numa licenciatura.

Não quero parecer pretenciosa,mas tenho o direito de me insurgir e pedir mais atenção.

Tenho lido na Academia: Há-des, há sem h quando deve ter e vice-versa, fizestes,fostes e tivestes com fartura, etc etc.
Coisas básicas. Regras que se aprendem na primária. 

Penso e repito do alto do meu amor pela minha língua que tenho também a responsabilidade de corrigir e chamar a atenção.

Como também disse já não peço desculpa por pensar assim. Porque fiquei farta de ler erros.

Hoje existem muitos dicionário na rede. E, há correctores ortográficos (alguns são malandros e trazem a nova ortografia rejeitada por mim).

Escrevam o texto no "word" que ajuda imenso e um corrector ortográfico faz o serviço. Nesse processo até se aprende mais uma palavra bem escrita.

Devíamos todos ter muito cuidado e orgulho em saber escrever a nossa língua,sem erros.

Li por aí que se apenas escrevemos adaptados à linguagem moderna tecnológica simplificada e quase encriptada pensamos como macacos e somos como macacos.

Também acho. Demasiadamente simplistas, sem esforço intelectual, voltamos a ser macacos.

Saudações académicas e das outras e muitas leituras em português.

quinta-feira, 29 de novembro de 2012

Estou com frio nas entranhas.
É hoje o dia (e eu aqui no Indico)
Que sincronia: a vida deu-me um filho que até é meio louco como eu

e hoje, neste dia de celebração vamos estar eu no palco da minha vida a festejar a vida e a vinda dele,
e ele, em palco a celebrar a vida que recebeu e, a vida que escolheu. A arte da vida com a arte do teatro.

Estreia a sua peça, a 1ª que não irei estar sentada na fila da frente. The Tempest, de William Shakespeare na língua original com os Lisbon Players. Um marco na sua vida que conta com 23 anos. Que a inspiração te inunde.

Mas se sentirem uma brisa com cheiro a mangas doces lá pelo palco,sou eu em imaginação.
Sou uma mãe abençoada com um filho cheio de luz que os deuses me ofereceram.

AMo-te crominho,conguito kalimero com cheiro a caril

http://www.irisbrancamedia.blogspot.pt/2012/11/the-tempest.html

domingo, 18 de novembro de 2012

Ainda a manif de 14 de Nov

Ainda sobre a manif de 14 de Nov, eu que sou contra a violência e já escrevi sobre o assunto: 

Não me venham dizer que a violência veio dos cidadãos e que a polícia resistiu cheia de orgulho e paciência.

Não me venham dizer que a violência não está na forma como os cidadãos estão a ser tratados o que leva a comportamento de violência e com o qual discordo totalmente.

Não me venham dizer que não está a ser colocado em marcha um plano para silenciar quem está revoltado,indig
nado e sem opções ao qual um dia virá a reagir violenta e, então legitimamente porque sem pão nem brioches.

Não me venham dizer que o poder não tem "medo que o medo acabe" (Mia Couto).

Não me venham dizer que a táctica “dividir para bem reinar” caiu em desuso.

Senhores polícias sabemos como os estados, que têm medo dos cidadãos actuam para controlar. E usam a polícia,naturalmente.


Não me venham dizer que estes não estão preparados para actuar cirurgicamente.

Ser policia é nobre e honroso.É um serviço publico,pago pelos cidadãos para os proteger. Defender-se e defendê-los de quem ataca com pedras. E de quem lhes (e vos) ataca com a manipulação.

Não estou contra a policia. Estou contra as acções e métodos de uso de poder desmedido, desnecessário e gratuito.
Onde através da força mostram as suas fraquezas.

Tal como é fraco quem atira pedras para derrubar o mau poder instituído arremessando-as contra as forças policiais. 


Acredito que nesse dia foram usadas tácticas bastante antigas e que vêm nos livros e não me venham dizer o contrário.

Este mau poder que vigora hoje na Europa deve ser derrubado pela força da inteligência e a coragem dos indignados de vencer através da paz.

Deixo uma análise lúcida sobre o que aconteceu. Que não deve ser lida na diagonal. É acutilante e precisa.

http://bilioso.blogspot.pt/2012/11/tacticas-de-repressao-uma-analise.htmlhttp://bilioso.blogspot.pt/2012/11/tacticas-de-repressao-uma-analise.html

quinta-feira, 15 de novembro de 2012

Não há 2 lados: povo vs policia! 
Há muito mais do que isso. A violência está ao lado do poder, para afirmação. 
O poder está do nosso lado. Se quisermos! 
Sem violência, que era o que se estava a passar. 
Meia dúzia de violentos deviam ter
 sido imediatamente refreados se eles quisessem. Não quiseram.
Preferiram afirmar a força. Como é óbvio e apanágio dos tiranos fracos.
O fim teria sido diferente. Teria ganho o poder das pessoas.
Andam com medo, ou a repressão não seria necessária.
Seria apenas cirúrgica e contra quem represente ameaça pública (património e pessoas).
Esta dicotomia povo malfeitor e violento versus Policia paga pelos contribuintes quais Cristo a ser apedrejado até não aguentarem mais…tem tanta história para contar que adormeceria a contá-la.
O rei vai nu e vendeu-se por um prato de lentilhas
Vai nu quando nos diz que houve resposta adequada às provocações...
Vai nu quando nos diz ser intolerável aceitar violência...
Intolerável é a pornográfica e obscena violência contra as pessoas em nome do dinheiro do poder e da corrupção.
E como dizia o outro: o burro sou eu?

quarta-feira, 14 de novembro de 2012

Um dia de Greve Geral na Europa

À distância e sem muitos dados vou tentar perceber o dia de hoje:
Uma greve geral Europeia que foi um sucesso. Com bordoada a sério nalguns países até em adolescentes que acompanhavam os pais. Um povo de malfeitores!!

Uma greve geral em Portugal com a maior adesão de sempre. Só não contou com a adesão do Silva dos pastéis de Belém. Deixem-no trabalhar! Não bloqueiem o homem.! Ele que devolva em produção o que já gamou.

Violência gratuita e mascarada durante 1h30 mas na hora de saída dos deputados do seu local de raves, a PSP, convenientemente aumentada em 11%, recebeu ordens: vá agora dispersem esses malfeitores, vamos propagar que aguentámos o suficiente com as pedras da calçada e já chega!

Para cima deles (alguns eram estrangeiros violentos contratados para instigarem os tugas que são cordatos e civilizados). Espalham por aí! Como se não fossem cidadãos europeus. Mas se forem daqueles cidadãos europeus tipo brigatte rosse mandem-nos para a prisão que não lhes faz mal. Se forem apenas cidadãos europeus a manifestar-se querem que eu fique contra eles?

Para instigar ódios?

Assim desconseguimos de enxergar a floresta. Vemos apenas a árvore. Assim esquecemos quem deu as ordens e quem comete as maiores violências sobre o seu povo. Ou antes, o povo que lhe deu um voto de confiança. E que já não é o deles. A confiança esfumou-se.

Mais, vamos acirrar os ânimos do povo também contra a psp (que fartinha de tanta frustração também sente a mão leve). Levaram velhos, mulheres e jovens à frente, porque estes velhos e mulheres e jovens são uns possidónios indignados e revoltados e precisam de distracção.

Estou cheia de mágoa, indignada, revoltada e envergonhada. Contra quem deu as ordens. Contra quem manipula. Contra quem faz contra-informação. Contra quem nos quer com medo, calados e ignorantes. Em guerra uns com os outros. Chega!

A água encontra sempre caminhos alternativos quando as margens não a deixam livre. Assim reza a história do homem. Tenho também essa fé!

domingo, 7 de outubro de 2012

Uma mala Luis Vitinho e a fuga de mais um cérebro, o meu!




Antes que o meu cérebro me fuja (e se o parvo anda a tentar) fujo eu com ele. Juntinhos enquanto ainda somos uma só voz e partilhamos os mesmos sonhos e os mesmos desejos. Vamos partir para nova aventura. Porque o filme da história nacional não nos deixa mais sonhar e até já nos tirou a capacidade elementar de não ter que ter um preço para a vida.

Sinto que vivemos hoje mergulhados no nevoeiro mas eu quero continuar a sentir-me como parte de um gene que aboliu a escravatura, aboliu a pena de morte tudo isto antes de qualquer outro povo. Hoje querem-nos  tornar em bons (?) alunos que vergam a espinha e obedecem, com medo, sem alternativas. Sem sonhos,sem futuro.
Alternativas somos todos nós e espero vir a ser mais uma portuguesa/africana a construir um degrau para o futuro melhor do conjunto, e não apenas de mim própria.

O vento da mudança sopra e leva-me com ele. Inevitável seguir-lhe o sopro. E natural. Sempre assim fiz na minha vida. Seguir-lhe o sopro, seguir-lhe o caminho. É apenas isso que me interessa enquanto puder estar a acompanhar o vento. Deixar que ele me conduza. Deixar que “a vida leva eu”. Mesmo que me assolem dúvidas e/ou momentos de solidão, sei que não estou só.

Prefiro caminhar e deixar-me levar, a ficar a imaginar como seria a caminhada. Seguindo a dinâmica da vida onde a única inevitabilidade por inerência própria é a própria mudança. Trago no adn este elo e habituei-me a não me deter perante inevitabilidades aceitando a natureza da minha vida.

Fiz um contrato antes de vir para cá no qual me responsabilizava em cumprir a minha vida, seguindo o vento, onde quer que ele me levasse. Trouxe 1 filho ao mundo e a outros dei o meu coração para que me adoptassem. Levo o coração cheio de  novos ventos pela felicidade que me trouxeram.

Ao meu país fui dando parte da minha vida e dos meus afectos. Muitos cabelos brancos me nasceram cá nos últimos anos, primeiro porque vivi acima das minhas possibilidades e não produzi o que como. Agora porque vivo abaixo, porque não consumo, nem tenho como pagar impostos. Antes que taxem a minha existência pego no meu cérebro, nas chinelas e sigo com o vento.

Por cá temos muitos atractivos que não apenas os emigrantes que voltam anualmente à terra sabem entender. Os que cá vivem, mesmo zangados por sermos às vezes tão pouco atraentes nas nossas mesquinhices, sabem reconhecer as nossas qualidades, a nossa criatividade, o nosso bom coração e a nossa descontracção. 

Talvez seja por isso que acolhemos tão bem outros povos e desenvolvemos como ninguém a multiculturalidade, inerente também ao adn humano e para onde tenho a certeza que o vento do futuro leva a humanidade.

Sempre saímos em busca de novos mundos. Para dar e receber (mesmo que tenhamos roubado imenso noutros tempos da história). E na história bem recente! Sem qualquer vergonha. E,estamos a ficar muito atrás no ciclo da reciprocidade, ao qual temos que regressar. Obrigatoriamente. Se calhar sou uma piegas, mas sou uma piegas consciente. Como cidadã dei muito e recebi pouco. Desencantei-me, enraiveci-me e agora distancio-me.

Como amiga e membro de uma familia dei o que é natural dar. Recebi muito e agradeço a cada um. Dei como sabia, sobretudo como podia e como sentia. Sempre com coerência entre o que sinto,o que penso e o que faço. 

Como não deixarei nunca que a vida passe por mim sem que eu a aproveite, recomeço mais uma fase. Não sem dúvidas nem sem medo. Com a dúvida de onde me levará o caminho e o medo de perceber se serei capaz de enfrentar mais um desafio. Mas são as dúvidas e os medos que vão alimentar a minha capacidade de resistência e fortalece-la.

De novo me irei embalar no abraço de um país que me acolheu e me volta a sorrir, convidando-me a fundir nas suas águas quentes, a saborear a sua fruta doce onde, mesmo que haja pouco, terei muito da paz e tranquilidade que torna os dias saudáveis. Que me trará maior harmonia,simplicidade e ligação com o que gosto de ser.Num ritmo mais sábio e mais de acordo com o ritmo natural da vida.

Aprendi a gostar muito de viver cá e vou ter saudades, porque levo experiências,momentos e gente que me fez bem. Gosto da minha rede de amigos, gosto de vos ter por perto. Obrigada por me terem adoptado a título permanente nas vossas vidas mesmo que a permanência possa ser efémera.

Fica aqui a convocatória aos amigos para um passeio de Dhow até Zanzibar, um mergulho na baía para ver a barreira de coral, um banho de fim de tarde nas águas cristalinas e quentes do Indico enquanto saboreamos um gin tónico, ouvimos os pássaros que bicam as mangas, relaxamos com um livro de Mia Couto numa cadeira junto à piscina depois de um caril de caranguejo, nos divertimos num passeio 4 x4 até à Gorongosa, ou nos enfeitamos em capulanas de mil cores num mercado de rua. 

Ou quem sabe, ficarem por lá.

Não tenho certezas nenhumas, apenas promessas de continuar a sonhar. E chega-me isto.
Até já, vossa Bé