domingo, 22 de setembro de 2013

Até o Ray Charles conseguiria ver

Julia Hill (na imagem) viveu 738 dias em cima da árvore para impedir que a cortassem.
Não somos nós capazes de dar uns dias da nossa vida pela nossa árvore (existência)?


Interregno (interrupção entre o vazio e qualquer coisa desconhecida)

entre a vida e uma morte que se anda a anunciar,
entre problemas velhos com soluções inválidas,
entre involução e re-(e)volução
entre ameaças e instalação de mais medo
em vésperas de eleições,
em vésperas de guerras,
em vésperas de destruições,
em vésperas do regresso à idade das trevas

Porque já só tenho meio neurónio a funcionar num sistema operativo obsoleto, estou convencida por pura obstinação, que nasci para viver livre e como eu decidir.

Até o Ray Charles conseguiria ver o que se está a passar entre nós, mas vou insistir em dizer:
A perda de todos os direitos humanos conquistados com os maiores sacrifícios.
A perda da liberdade, paz, soberania, justiça e democracia para as mãos de cérebros vazios.
Os roubos e a vandalização da nossa saúde, educação, estado social, protecção e direitos dos nossos velhos e dos nossos novos.

Somos mesmo umas putas mal vendidas, vendilhões do templo (que é o planeta), uns Escariotes sem dignidade.
Aqui e por todo o lado.

Dizem-me “carpe diem”, como os romanos diziam porque lhes interessava encher lupanares, ter escravos e gente adormecida.
Como não ofereciam amanhãs, instigava-se o reles povo a aproveitar o dia de hoje como se não houvesse futuro.
Hoje estamos na mesma situação. Somos um reles povo porque aceitamos a escravidão.

Não imaginamos nem sequer conseguimos prever, como é que a economia e as sociedades vão estar daqui a 15 minutos, quanto mais amanhã.
Nem pagando bem para saber, à melhor cartomante das tv´s.

E se as dívidas não forem pagas o que acontece?
O mundo não deixa de girar! A vida não pára!

Somos apenas cobaias em laboratórios, por causa de uma única razão: a apatia generalizada indignada.

Indignamo-nos muito com tudo e nada. E acabamos a “achar” que a responsabilidade está dividida pela colectividade e ficamos inactivos e inertes. Não actuamos.

Temos o poder que quisermos, mas quem quer ser o 1º a “atirar” a 1ª pedra? Para nos defendermos, claro. E defendermos o vizinho.
Afinal todos somos Madalenas.
Sem arrependimentos. De perder a dignidade. Sem pudor, fedemos bolor. 

Como se um prédio inteiro estivesse a assistir ao vizinho bater na mulher, mas não intervimos, porque a casa e o assunto não nos diz respeito. Mas ficamos na escada a dizer: ó que horror, ele devia ir preso, ser punido e banido do prédio.

Ouvi dizer que isto é um processo psicológico relativo a pessoas doentes. Do foro psiquiátrico.
Como o somos nós, os doentes deste manicómio colectivo e global, quando entregamos e deixamos o poder nas mãos de quem está neste momento a incendiar Roma.

Mas tal como as pombinhas da catrina, achamos que Roma não é nossa, é de quem a está a apanhar...


Abram-se os olhos, para que nós, cordeiros mansos, não deixemos que as grades dos portões do Coliseu se encerrem de vez e sejamos engolidos pelos leões.

quarta-feira, 18 de setembro de 2013

Sonhadores de sonhos - Com um vídeo/desenhando as palavras de Ken Robinson

Epílogo – Sonhadores de sonhos
(Anaïs Nin: “And the day came when the risk to remain tight in a bud was more painful than the risk it took to blossom”)
https://www.youtube.com/watch?v=oWYKTiqPvYA



Podemos começar hoje a construir uma história colectiva. Através de cada uma das histórias individuais. Ou do que imaginamos que queremos ser.
Para não corrermos o risco expresso por Anais Nin.

Inspirada por vários mentores da Educação, sobre os quais tenho escrito, foi Ken Robinson que me fez despertar para a ideia que andava a germinar na minha imaginação.

Recentemente escrevi um texto onde falava sobre o milagre da vida. O espermatozóide mais esperto e mais rápido deu origem a ti e a mim. Vamos celebrar e fazer uma história juntos.

Cada existência é um puzzle único, completo e inseparável. Um prólogo. Quero compor o epílogo do puzzle em conjunto.
Descartes disse “penso logo existo”. Eu, do signo de caranguejo, segundo os astrólogos, sou “sinto logo existo”.
Mas aparentemente somos todos assim em todos os signos astrológicos.

Segundo Ken Robinson, o nosso sistema educativo trata-nos como “fast food”, iguais, indistintos, padronizados, separados,
ao invés de nos levar a estar no guia Michelin, autênticos, únicos, diferentes, inteiros e interligados. O único ao qual deveríamos chamar sistema educativo.

Somos colocados nesta cadeia linear de ocorrências e acontecimentos, catalogados como indiferenciados, igual para todos e mecanicista.
Com esta cadeia perdemos o sentido de milagre único com que nascemos.
O sentido das nossas vidas são os nossos dons e capacidades.
As infinitas potencialidades que o nosso coração e a nossa cabeça encerram, no corpo que nos traz a este mundo para as realizarmos.

Muitas crianças, adolescentes e até adultos são diagnosticados com ADD ou até bipolaridade (as novas epidemias inventadas pela medicina actual), quando na maior parte dos casos, algumas são fruto de falta de educação parental, muito comum, e/ou falta de atenção dos pais, famílias e sobretudo falta de estrelas num sistema educativo fast food.
Onde empatia e conexão como elos de ligação entre todos estão descarnados e desligados.
Como parece que nós individualmente estamos desligados, na nossa íntima relação entre cabeça, coração e intuição.

Precisamos de um sistema educativo que nos descubra, os dons e as múltiplas potencialidades que cada vida única encerra. Que as valorize, exponha e dê liberdade.
Talentos que tão-somente nos distinguem de todas as outras espécies e de entre a espécie humana.

“A escola está a matar a criatividade” segundo K.Robinson com quem concordo sem hesitação.
Mataria a criatividade do meu filho se o tivesse permitido. Ter-lhe-ia dado medicação para o adormecer, porque demasiado irrequieto e perturbador, como quando foi “diagnosticado” com ADD.
O meu interesse em educação vem desde essa altura. Quando este filho começou a parecer-me diferente. Não o era, e hoje sei-o.
Diferentes todos o somos. 
E, se não nos for oferecida a escada para a liberdade das nossas infinitas possibilidades, dons, talentos, intuição, emoções e libertação da criatividade, podemos apenas esperar ser prisioneiros.
Na nossa própria cabeça, no nosso próprio coração. E em última instância no nosso próprio corpo.

Ken Robinson pergunta, “como é que és criativo?”. É esta a pergunta que eu faço também, para escrever a nossa história conjunta.
“Escolhe um trabalho que ames e não trabalharás um único dia da tua vida”. Confúcio.
Esta é a síntese do que é fazer aquilo em que se é criativo, respeitando os dons com que se nasce, colocando amor e empenho na tarefa. Para sermos quem viemos ser.

Sejamos então amantes dos nossos talentos e dons. Ou pelo menos ouçamos o que nos diz a nossa inteligência emocional, a nossa intuição, a nossa imaginação, o nosso conhecimento de nós próprios.
Torne-mo-nos sonhadores de sonhos e demos a estrela Michelin da vida às nossas vidas.

Emprestem-me as vossas histórias respondendo à questão: “como é que és criativo”, nem que seja na imaginação, para começar um olhar sobre um sistema educativo amanhã. Feito por todos nós. Mesmo que o amanhã nos seja hoje tão estranho e distante. E não saibamos onde o encaixar nas nossas vidas.

Neste momento de “re-evolução” que atravessamos estamos ou não preparados para nos surpreendermos? Queremos ou não?
É esta a minha única pretensão. Escrever com um novo olhar. Sobre educação. Com base na nossa criatividade. Em quem verdadeiramente somos.

Eu sou amadora da escrita e da dança. E tu?


Para este meu trabalho, escrevam-me para o meu e.mail: anabelasimoesferreira@gmail.com

segunda-feira, 16 de setembro de 2013

Prólogos e epílogos

Claro que podemos desviar o caos. 


Um dia chuvoso e cinzento, um espermatozóide encontrava-se debaixo de mantas coloridas e quentes. 
Sabia que estava de prevenção, porque já lhe tinha chegado o odor a vinho tinto reles, o queimado das pinhas na lareira e vagos sons de musica popularucha.
Os sons ténues da amena conversa dos companheiros, faziam-no adormecer naquele remanso.
Sem pré-aviso é chamado para a dura competição que é fecundar um óvulo. 
Era o caos, milhões atropelavam-se numa corrida desenfreada e louca.
Alguns ficavam para trás, sem forças. Uns porque incapacitados.

Outros bem capacitados, desistiam simplesmente porque não estavam psicologicamente preparados para dar corpo e forma a alguém que não chegasse sequer ao seu nível de inteligência.

Deixou-se ficar deliberadamente para trás, ele era um destes últimos. Os mais apressados, tontos e fracos de cabeça, que ganhassem a corrida da noite. Ganhá-la-ia traumatizado, defeituoso e com ajudas.

Ele ir-se-ia guardar para um momento de júbilo quando fosse dar origem a alguém especial.

Podemos naturalmente imaginar que foi desta forma que nasceram alguns dos políticos e marionetas da nossa praça global. Custa a crer que "tenha sido o espermatozoide mais esperto a vencer a corrida" como dizem por aí.

O vencedor não competiu sequer. Apenas correu desvairadamente.
Meteram-lhe uma cunha, fizeram-lhe o favor, empurraram-no. Mais tarde até recebe homenagens...

Correu a palavra, ou antes a telepatia, linguagem utilizada entre espermatozóides para comunicar, e, destes acidentes, várias trombas foram concebidas.
Defeituosas de fabrico, sem livro de instruções para correcção das anomalias e com barras de prazo de validade desfeitas.

Trombas estas, cheios de graças e poderes ocultos que desconheço, mas não nego, conseguem fazer com que um povo inteiro, saia da sua habitual letargia para encher inaugurações do Continente e grandes promoções do Pingo doce com direito a matabicho e Carreiras de sobremesa, mas indiferentes a sacudi-los das cadeiras do poder onde se encontram. 
Também esta é gente filha do espermatozóide da minha história.

Com estas trombas e com trombas nossas, assistimos ao caos que nos provocam, ao descontrolo da vida de cada um para onde quer que nos voltemos. Os provocadores são os espermatozóides de corrida à solta. 

Nos países com altos índices de felicidade, seguindo os critérios de aferição, as pessoas produzem mais, têm rendimentos mais elevados, são melhores cidadãos, vivem vidas mais longas, são saudáveis, têm amigos em que se apoiar, percebem valores como a liberdade, a justiça, a generosidade, a solidariedade e escolhas de vida.
São fruto de espermatozóides espertos, inteligentes no cérebro e nas emoções.
Filho do espermatozóide que sai debaixo da manta e decide ganhar por mérito.

No recente estudo sobre o índice de felicidade, o nosso país ficou classificado no índice que eu chamaria de PIB-problema interno de brutos, provindo claramente de espermatozóides que receberam o favor interno de ganharem corridas sem sequer os mínimos olímpicos para competir.

O que me leva a uma reflexão da nossa enorme Natália Correia:

"A sua influência (dos retornados) na sociedade portuguesa não vai sentir-se apenas agora, embora seja imensa. Vai dar-se sobretudo quando os seus filhos, hoje crianças, crescerem e tomarem o poder. Essa será uma geração bem preparada e determinada, sobretudo muito realista devido ao trauma da descolonização, que não compreendeu nem aceitou, nem esqueceu. Os genes de África estão nela para sempre, dando-lhe visões do país diferentes das nossas. Mais largas mas menos profundas. Isso levará os que desempenharem cargos de responsabilidade a cair na tentação de querer modificar-nos, por pulsões inconscientes de, sei lá, talvez vingança!"

Ao que sei, alguns dos nossos grandes e amados líderes actuais são retornados, ou refugiados de guerra como prefiro chamar. Certamente filhos do espermatozóide da minha história.
Nestes casos percebo bem e agora, as razões da entrega de soberania e venda a retalho do Portugal dos pequeninos à Europa, a Angola, Brasil e China.
Por vingança! A única saída de seres fracos e defeituosos.

Mas, estudando a nossa História acho que somos todos filhos de espermatozóides néscios.
Andamos a pedir e a viver à conta. Desde sempre.
Numa real e/ou república promiscuidade entre sermos mais ou menos garbosamente, mendigos, ladrões, putas e chulos.
Passando pelas Índias  indo ao Brasil, colhendo em África, até chegar à modernidade na Europa.
Que se seguirá na mente destes espermatozóides?

Pelo mundo vive-se a barbárie, o terrorismo, o caos, lutas desenfreadas pelo poder, pelo domínio do globo ou se quiserem o Armagedão (deve ser isto a que se referiam as testemunhas de Jeová que me batiam à porta aos domingos à tarde) que hoje observo e vivo, vindo do fruto de 2% de espermatozóides defeituosos.

A duras penas 98% da humanidade conquistou liberdades, direitos e garantias, mesmo que ainda não beneficiando todos, esse é o único caminho em que a quero.
Através das acções e inspiração dos espermatozóides mais fortes e inteligentes.

A duras penas estamos a deixá-las cair. 
Nunca a união da maioria foi tão importante.
Podemos jorrar alcatrão e penas aos restantes 2% de espermatozóides com defeito e acabar com eles?

Basta que 98% de espermatozóides saia debaixo das mantas coloridas e quentes, largue a preguiça corra desenfreada e loucamente para ganhar aos 2% de espermatozóides néscios e incapazes.


Claro que podemos!

quinta-feira, 12 de setembro de 2013

Educação Holística – Soil, Soul and Society (Natureza, Alma, Sociedade) Satish Kumar

“A Educação é um processo para vivermos, não uma preparação para a vida futura”

Temos que ter alguma espécie de amanhã. Juntar histórias, construir histórias juntos. Entre seres livres para libertar outros seres. 
Neste país (e mundo) cada vez mais desigual e injusto, afundado em problemas económicos, ou antes, para lá deles, com as luzes vermelhas da ignorância e do medo acesas no seu máximo, tenho necessidade de emergir e pensar no sistema educativo de uma forma totalmente radical.

Porque estão a matar a Educação (já de si frágil e carregada de merda). Porque o ano lectivo está a começar sem pernas de sustentação. Porque os professores estão sem esperança. Porque as famílias estão em desespero. Porque a sociedade está angustiada.


Com vontade de pegar em facas apontadas em múltiplas direcções. Algumas que não serão as apropriadas. Outras sê-lo-ão...

Encontrei uma esperança em Satish Kumar que me inspira a deixar uma luz, mesmo que ténue. Luz que se prende raivosamente com a razão de ser deste meu blog e dos meus textos. Para esta direcção aponto as minhas facas.

Segundo este filósofo da educação e fundador de uma escola Holística, o segredo está na relação entre a espécie e tudo o que a rodeia contido nestes 3 princípios:

Do grego, Oicos= Casa ou universo habitado.
O planeta é a nossa casa. A casa onde todas as espécies vivem e interagem.
Logos= Teoria do conhecimento da natureza.
Há quantos anos existimos e como coexistimos. Estamos todos interligados e relaciona-mo-nos mutuamente.
Nomos = Gestão ou lei dos estatutos e normas. Como é que gerimos essa interacção e inter-relação?

Se alunos de escolas de renome, ou sem ele, pelo mundo fora, estão a ser preparados no sistema educativo e enviados para o “mercado”, sem saberem estes 3 princípios, não admira que o mundo económico/financeiro/social e sobretudo pessoal, esteja caótico.

O novo sistema educativo/económico deveria ser baseado não no PIB/GDP mas no GNH/PNF (Produto Nacional de Felicidade, hoje muito baixo em Portugal), como se está a experimentar no Butão, esse país insignificante e perdido nos Himalaias.
Mas que deveria ser o centro do mundo. Centro do mundo para a Educação/sistema educativo na sociedade.
Ensinam aos seus alunos não apenas sobre produtos, mas sobre como viver bem em sociedade, como bem interagir entre si e, com as demais espécies.
Coisas sobre as quais somos na nossa maioria,ignorantes.

A alquimia do ser humano é usar as mãos e o intelecto para criar. Olhar e entender com amor, espanto e entusiasmo, como nos relacionamos. Fazer.

Quando começarmos a fazer (com as mãos) e a observar (com o coração) as relações maravilhosas e harmoniosas das inter-relações na natureza, entre o sol, a água, a lua, a terra, compreenderemos (com o intelecto) de que somos feitos, como nos ligamos, a nossa co-dependência e para que nos serve a vida.

Nessa altura teremos chegado ao verdadeiro progresso. 
Através dos 3 grandes princípios do ser humano:
Mãos, Coração, Intelecto (em inglês os 3 H´s: Hands, Heart, Head) ao invés dos actuais princípios educativos:
Ler, Escrever e Aritmética.

Com as responsabilidades que sinto ter no objecto dos meus estudos, a Educação, trago os 3 H´s para me inspirar no Coração e na Cabeça e, usarei as Mãos para os transpor para o papel.


A quem a ela está ligada, deixo a sabedoria de Mark Twain: “ Não deixarei que a minha aprendizagem escolar interfira com a minha Educação”.

terça-feira, 10 de setembro de 2013

Infinita estupidez?

“Duas coisas são infinitas, o universo e a estupidez humana, mas no que respeita o universo ainda não adquiri a certeza ” Albert Einstein

Desconfio que me está na natureza escrever e com ela faço também uma tentativa de entender a estupidez humana. Não, não é pretensão, são efeitos do mundo criado por George Orwell em 1984, hoje em 2013. O grande omnipotente, omnipresente, tirano e louco Grande Irmão.

E o efeito é a angústia.

Há uma hipótese real deste planeta ser o hospital psiquiátrico do universo, ou então, irei continuar a tentar perceber a infinitude da nossa perversidade que nos chega da nossa mediocridade e estupidez.

Estamos a fazer história a cada dia que nos acontece hoje. O “achamento” do Brasil (1500) foi planeado quando assinado o tratado de Tordesilhas (1494).
Quem acredita hoje na versão oficial de ter sido puro acaso?

Com isto vem o facto de hoje muitos acreditarem que esta suposta “crise” e consequente austeridade não tenham sido provocadas. E que não se “encontrem” as soluções. 
Mas antes, aprofundarem maléfica e estupidamente fórmulas de traição entre homens.

Quero muito começar a colocar a hipótese da finitude da estupidez humana. Talvez essa conquista não seja para o meu tempo.

Não fomos feitos para ser escravos comandados, e apesar de seres angustiados em busca de prazer e de em desespero buscarmos o prazer para eliminar a angústia, queremos todos ser felizes e livres.

Mesmo nos piores momentos da história encontrámos caminhos para nos libertarmos das torturas infligidas.

Hoje véspera do 2º Pearl Harbour a 11 de Setembro que tal como na 2ª GM mudou de novo o mundo, quer tenha sido trabalho provocado por dementes psicopatas de origem muçulmana ou da casa americana, com o único objectivo de conquistar poder absoluto, no matrix que o mundo Orwelliano de 1984 nos revela e está em marcha para nos desconstruir, possa esse caminho estar a chegar ao fim.

“Pode-se enganar todas as pessoas por algum tempo e algumas pessoas durante todo o tempo. Mas não se pode enganar todo o mundo por todo o tempo”.

Esta é uma mensagem com quase 200 anos, de A.Lincoln e que eu dedico aos de cá e aos de lá destas fronteiras onde me encontro. Na minha imaginação, já que para eles sou apenas uma cigarra,sem nome. Mas posso ir gravando os pensamentos nas ondas hertzianas e no étereo.

Ninguém semeia hoje uma pequena árvore que seja e, coma dos seus frutos amanhã. Ou veja uma borboleta voar, sem ter passado pelo processo de transmutação.

Não quero que ninguém pense como eu, mas tenho consciência que não penso sozinha nas coisas que penso. Muitos estão já conscientes. A pensar. Jovens, adultos e mais velhos.

Quando escrevo sobre o que penso não estou sob o efeito de cogumelos ou marijuana.
Nada disso, que isso mata e para além de matar, faz mal à saúde.
Nesse mundo de ilusão onde nos levam as drogas proibidas, estaria a curtir um mundo azul, cheio de paz e amor.
Talvez os meus textos mais inspirados estejam à minha espera, sob essa influência. Hei-de tentar.

Quando penso e escrevo sobre estupidez humana, estou apenas sob o efeito de cigarros e vá, uma cerveja preta. Nada que me faça mal. Nada que me desvie para outras realidades.

Como esta é a realidade onde me encontro, tenho que pensar que mesmo que seja uma enorme ilusão causada pelas laurentinas pretas, devo pensar sobre ela, fazer perguntas e insistir com os outros à minha volta, tão saudáveis quanto eu, para que saiam da ilusão que parece real, para a realidade que se assemelha à ilusão.

E juntos descobrirmos se vivemos num manicómio, ou se podemos ter esperança em receber alta.

Se o Deus criador como dizem, nos fez à sua imagem e semelhança, só pode ter muito amor pelas criaturas estúpidas e medíocres que criou e que hoje tentam fazer-se passar por ele. 
E com este comportamento, mostram eles e o seu criador, a sua loucura demente. Profundamente nociva.

Então, sugiro que existam essas criaturas no manicómio em que me encerraram e deixem-me solta por inofensiva. Tudo o que poderei fazer é estar sempre em estado de pura alucinação e liberdade de pensamento.
 

Deixo a sabedoria de um homem que ao que se sabe não estava sob o efeito de narcóticos quando como eu, carregado de esperança disse, “there´s no way to peace, peace is the only way”. Mahatma Ghandi. 

Josef Stiglitz no TEDX sobre desigualdade,crise,austeridade,mitos
http://www.youtube.com/watch?v=GYHT4zJsCdo

sexta-feira, 6 de setembro de 2013

Pandora fora da caixa parte dois

O mito de 
Pan= todos 
Dora = presente 

Era uma vez um pequeno conto:

Um conto sobre ti que me estás a ler. A tua história. Que é também a minha. Inspirada por alguém. Que é como eu e tu.
Um dia vivias num pedaço de um mundo aquático e nada sabias sobre o que se passava cá fora. Davas umas cambalhotas e o jogo era bem divertido.

Uau, aquela água quente à volta e uma vida de brincadeira e pinotes. Afinal isto é que é viver, pensavas.
Com o tempo, que nem sabias o que era e para que servia, mexias-te conforme podias e tentavas esticar as pernas. Mas cada vez mais o espaço ia ficando reduzido.
Intuitivamente ficavas mais sossegado e aguardavas por qualquer coisa que sabias que ia ser especial. Um dia irias saber.
Diariamente ias estando mais atento e percebias que algo se passava fora do terreno, onde já te tinhas habituado a viver.

Ouvias bem os sons, sentias vibrações e mantinhas-te mais e mais atento. Agora que não podias estar tão distraído com brincadeiras. Estavas dentro de uma casca apertada e a tua imaginação espicaçava-te. Querias ser livre.
Cada vez tinhas mais curiosidade. E algo te dizia que ali fora podia ser bem divertido. Querias conhecer para além do teu mundo pequeno, sereno, aconchegado e acolhedor. Não sabias que essa é a tua natureza. Quereres conhecer mais para além do que vias, ouvias e sentias na tua proximidade. Mas essa é a tua verdadeira natureza. Fazeres parte de um todo, indissociável da busca do conhecimento e do prazer. E com o amor universal como fim último.

Um dia decidiste que era a hora, sentias-te forte e mesmo sem razão aparente, fizeste a tua primeira escolha. Sair para ver para além do que já conhecias.

Integraste-te no novo mundo. Foste fazendo inúmeras escolhas.
Como um astronauta em expedição noutro espaço, a realizar um experiência, trazias vestido um fato, o teu corpo físico e com ele um centro de comando. A tua intuição.

Mas tal como o astronauta és conduzido por outro centro de comando.

Os teus pais, a tua família, os teus amigos, o sistema de educação, o teu trabalho, os teus governantes, as tuas religiões. Todos te iam condicionando. Todos te dizem que um mais um são três.
Não sabias o que mais havia. Todos te diziam quem ser, como ser, o que fazer.
Alguns de nós conseguiram ter e receber outras visões e mais cedo ou mais tarde, simplesmente...são quem querem ser.

Como o astronauta, vais recebendo instruções do centro de comando fora de ti, fora do teu fato, para o que deves fazer, ver e ouvir no momento seguinte.

De repente encontras-te com uma manada de vacas no pastoreio. Aparece uma vaca a dizer-te que um dia chega um veículo que te transporta a um local, vai-te pendurar num gancho, rasgar-te as entranhas, cortar-te em pedaços. E que virão outros seres, compram-te para te comerem.

Tu não vais acreditar. É demasiado absurdo. E ficas no teu pastoreio. Até que esse dia chega. Porque assim escolheste ficar. A pastar, sem nada pensares. 

Tinhas perdido a ligação com o teu único e verdadeiro centro de comando. Com o teu desejo de seres livre. E conheceres para além dos teus pastos.

Passam muitos anos de um calendário inventado por uns da tua raça que te controlam e manipulam. Sem qualquer relação com a tua natureza. Um dia partes, como viste outros partirem. Deixam o fato de astronauta. Mas não sabes para onde foram. O que será que há para lá de nós?

Esta é a tua história e a minha, e de outro qualquer como nós.

Desejo que um dia, desligues a ligação com o falso centro de comando e te religues a quem és. Uma consciência universal, comandada pela tua alma e pela tua intuição.

Aquela que te indicou que deverias vir fazer uma experiência, deveras transcendente no mundo físico.
De evolução. De sair do ventre materno e conhecer mais além.

Abre agora da tua caixa, deixa sair o seu conteúdo negativo, e, com ele, também a esperança, o último item remanescente e com ela, faz-te renascer e recriar.

Com a mesma esperança, nascida da intuição, com que um dia decidiste, que aquele pequeno mundo onde passaste tanto tempo era insuficiente para te conheceres.
E aos outros. Se o fizeres, o centro de comando e o poder, passam para as tuas mãos.

A caixa de Pandora só pode trazer os males do mundo, se neles acreditares e te deixares comandar. Se não quiseres ser dono do conhecimento. 

Daquele que vem do único centro de comando desde que nasces. E através dele deixares-te inundar num lago de amor e liberdade.




(Inspirada em exemplos de David Icke.)
http://www.youtube.com/watch?v=dOUXRyS_W7A

quinta-feira, 5 de setembro de 2013

Pandora fora da caixa

 “Não me molho com a chuva porque sou feita de sol”,
arte de rua anónima

Na vista da minha janela, um espelho.
De um lado, estou eu.
No outro, os problemas do mundo.
Olhei-me!
Vi, do outro lado do espelho reflectido, os últimos,
Que me mostraram uma rebelde.

Prometi ao escritor Luis Sepúlveda que pedia, num dos seus maravilhosos artigos sobre as guerras no mundo com os argumentos tenebrosos e falsos para as justificar, que iria fazer barulho ao silêncio politicamente correcto que por aí se move.

E pur si muove…

A classe das aves é o bode expiatório para riquezas recentes e bem recheadas de alguns novos ricos.
Uma vendia ovos em criança, outra vendia patos…
Só patinhos feios e nenhum se torna cisne. Apenas pantomineiros.
Gostava de saber quais os animais vendidos pelos nossos ricos, quando começaram a arrebatar riquezas por cá.

Neste chão e noutros arredores também, só uns estão em modo de empobrecimento.
Outros ainda vão ficar mais. Segundo os mais recentes desejos de vinganças que circulam na quinta.
Mas por razões que nenhuma razão e nenhum bom senso desconhece.
Se até os mais sonolentos desconfiam dessas razões.

Razão tem o ditado africano: “O cabrito come onde está amarrado”.
Uns e outros estão amarrados em árvores férteis de frutos suculentos.

Somos demais neste planeta, estamos a mais, somos pedras no sapato de alguma “gente”. Somos uma chatice.
Isto, vindo de gente, que gente não é certamente…
Gente que não só nos quer eliminar subtilmente, como também usando formas mais “gressivas”, como dizia um conterrâneo de Cabo-Verde.

São muitos os interesses que fazem girar este pequeno grupo de homo nada sapiens, apenas ganancioso. Todos os meios servem.
Por ser cidadã e para me lembrar constantemente quem sou. E o que faço aqui (como diz a canção). Abro a caixa e saio. Deixo a caixa, sem medo e sem culpa.

São muitos os interesses que me movem a continuar a ser rebelde. E muito desobediente. E ainda mais politicamente incorrecta.
Só não me serve o meio que me diz que não tenho outro caminho alternativo.
Todos os restantes meios me servem.

Rumo à reconciliação e ao estreitamento de laços. Indissolúveis e irreversíveis. Feitos de gente. Entre gente.
Unidos por direitos humanos únicos e verdadeiramente universais.

Quem sabe um dia rasgamos o sinal de proibido sonhar.


Michael Jackson - Man in the mirror