terça-feira, 14 de julho de 2015

14 de Julho

14 de Julho 1789 - Revolução Francesa 
Os franceses desempregados, esfomeados, sugados e "escravos" vítimas de uma luta de classes feroz invadem e tomam a prisão da Bastilha, lugar onde ficavam os presos políticos inimigos do Rei:

-"Se não têm pão comam brioches"...
Resultado final do jogo: Decapitação do Rei e da Rainha.
Desfecho: Revolução e Carta dos Direitos Humanos.

14 de Julho 2015 - ?
-Comam raspas dizem as Marias Antonietas donas dos tanques!
E nós comemos medo!

Resultado: Europa pendurada com nó górdio (todos nós)
Desfecho: Desconhecido

A aguardar um Alexandre Grande e Grego para o desfazer...
Como? Cortando-o!

Desfecho: Onde está a Carta dos Direitos Humanos?

ps1: "Não desdenhe uma ciência que à partida desconhece"; a da vidência:
-A guerra de classes bate à bruta na porta. A chamar por mim. 

(A chamar pelos que não têm nem pão nem brioches para comer. Os únicos que podem fazer a r-evolução de facto).

Fui abrir... era o IV Reich!

ps2: Se virem o batman a voar na vossa aldeia: não é o batman é o ppc( o dd(i)t -dono das ideias turbinadas)!


ps3 : Vitória de Pirro?...
Apetece-me levar o Tsipras e o Varoufakis de férias para uma ilha grega e instilar-lhes a força de Aquiles, retirando-lhes o calcanhar...
medo que de quê senhores? 
Nós górdios cortam-se! Simplesmente.


domingo, 12 de julho de 2015

Uma madrasta bruxa, o espelho mau e as Cinderelas

Era uma vez uma madrasta bruxa e um espelho mau. Eram portadoras de deficiências nas rodas que faziam andar o motor do cérebro que os movia e gostavam de brincar a um jogo: "diz-me espelho meu quem é mais belo que eu?". 
O espelho respondia sempre :"tu!". 
Gostavam de guerras. Variadas. Ora guerras manchadas a vermelho, ora com mortes silenciosas e incolores. Ora com trincheiras, ora com bombardeamentos e internamentos em campos. Ora com moedas. 
O que queriam era ficar no castelo a admirar o seu imenso poder estender-se pelos territórios e não haver ninguém mais belo.

Como em todas as guerras, estes dispunham de aliados e de dois botões: o da boa vontade e o da maldade. O do desprezo e outra da solidariedade. O da humilhação outro do compromisso. Um para fazer subir do poço, outro para deixar cair num poço sem fundo.

O povo faminto, doente, sem forças, cheio de medo de morrer, observava o campo relvado e fresco que levava ao poder do castelo da bruxa má e do seu espelho. Eram as mal fadadas Cinderelas.
As Cinderelas morriam lentamente sem se conseguir levantar dos duros e indignos golpes recebidos.
Por detrás do nevoeiro apareceram uns príncipes encantados, cansados de ver os malvados martirizar a sua Cinderela. Lutaram e lutam por uma salvação honrada.

Com a ajuda de fadas madrinhas do seu reino transformaram uma nação abóbora em carruagem e deram-lhe asas para que esta fosse livre.
Deram uma lição à bruxa má e ao seu espelho, mas estes, raivosos e espumando porque apenas conheciam o botão da vingança, largaram os dragões no seu encalço. 

Alguns aliados começaram a ver o encanto dos príncipes e a não querer a espuma raivosa salivada pela bruxa má. Já todas as Cinderelas dos reinos estavam juntas de mãos dadas, rodeando o campo, sabendo que apenas tinham um caminho alternativo: aliarem-se no combate à bruxa má, ao seu espelho e aos seus aliados. 

À pergunta: espelho meu,espelho meu existe alguém mais belo que eu, uma voz vinda de fora do castelo se ouve clamando: " Cinderela é mais bela que tu". Todas as Cinderelas.Mesmo que no leito da morte. 

Estas são as respostas que a madrasta e o seu espelho não querem ouvir. 
Ninguém sabe o desfecho desta história. A madrasta e o seu espelho podem ser empurrados para uma falésia, ou um empurrar o outro.
Se empurrarem uma Cinderela da falésia, talvez seja o fim do seu poder. 
Ou carregar no botão certo e terminar a maldade como por magia. (Mas isso só acontece nos contos de fadas e não é este o caso).
 
Entretanto abriu-se uma brecha e as Cinderelas calçaram o sapato perdido na dura batalha, levantam-se, beijaram o príncipe recebendo o encanto. 
Começam a perceber que precisam expulsar os bruxos dos seus reinos, e, só se carregarem no botão da união: na dor, ou na alegria, na riqueza e na pobreza poderão viver mesmo que com dor, felizes para sempre. 
(Talvez este conto seja mesmo de fadas).

sábado, 11 de julho de 2015

"Era só jajão"

Hoje perdi-me no tempo gastando conversa com o dono de um bar numa estação de comboios. E se valeu a pena.
Enchi o caderninho de notas enroladas em goles de sumos de manga, comi sandwiches de ideias e, senti-me o carteiro de Neruda a receber metáforas.
Inspirou-me também uma meditação guiada para quem não sabe o que fazer com os pensamentos sobre a cruz que carrega na sua vida.
Ofereço-a a pensar nos bons rapazes e raparigas -os nacionais que dentro das zonas de conforto dos partidos são "só jajões" e os da estranja, todos responsáveis por nos terem feito sair da miséria para entrar na calamidade.
Quando estiverem muito f...da vida usem esta meditação para se auto-ajudarem a libertar das toxinas que os jajões vos trazem. E toda a merd@ se dissolve tongue emoticon
Metáfora:
-A nossa realidade está muito bem descrita num filme francês antigo, segue a história:
-Uma velhinha viveu toda a sua vida numa pequena aldeia dando diariamente de comer ao pombos.
Cada dia da sua vida os pombos vinham pousar nos ombros, nos braços e aos seus pés desta boa senhora e comiam. Sentavam-se no colo a debicar. Todos se admiravam. E a admiravam.
A velhinha tornou-se a estrela da aldeia. Todos admiravam a sua bondade e capacidade de dar.
Começou a chegar gente vinda de fora para a admirar. Tornou-se uma figura incontornável para aquela aldeia.Internacional. Postais com a sua imagem rodeada pelos seus pombos tornaram-se a imagem daquela aldeia perdida.
Muito dinheiro entrou para os cofres da aldeia. Até os encher.
Chegou o dia de se oferecer ao sacrifício final e a morte sorrateira apanhou também a bondosa senhora.
A aldeia fez-lhe uma homenagem sem paralelo, com fanfarra, hinos, fogo de artifício, salvas de espingarda e guarda perfilada.
O tempo foi passando na aldeia e os pombos apareciam à procura da bondosa senhora que os tinha alimentado.
Ao fim de um mês...o número de pombos quadruplicou, quintuplicou...
Afinal a bondosa senhora guardava um segredo...
Na comida que aos pombos bondosamente oferecia...oferecia veneno...
Bom fim de semana com muitas metáforas e sobretudo com esta meditação.

quinta-feira, 9 de julho de 2015

Pensando bem...

Queda na bolsa Chinesa? Nunca pensei ouvir isto!  Pensando bem...Marx também não, e, felizmente, a sua única preocupação é levar a sua bolsa de gomas para a nuvem seguinte.

TTIP aprovado na Europa? Nunca pensei ouvir isto. Pensando bem...Se as corporações (não as dos bombeiros que essas salvam vidas) são a entidade empregadora dos governos (até os que ganham eleições) porque razão o parlamento Europeu com os seus poderes deificados não haveria de aprovar em nosso nome e de governos fantoches?

Por cá no Estado da Nação? Mentira e medo são as armas usadas. Nunca pensei que Abril desse nisto! Pensando bem...
Para o inconseguimento ser conseguido eles são escolhidos a dedo...
ou então temos um pacto de importação de folhas de coca de refugo com a Colômbia e "eles" que mentem e instigam medo, andam sempre noutro mundo(melhor). 

Pensando bem...o mal é não importarmos tomates sem químicos da Grécia, para que esta salada globalizada e envenenada não se coma. 

Como amo a vida! Gosto de pensamentos positivos logo ao acordar 
(ver vídeos de gatos fofinhos é demasiado aborrecido) de rir muito, de coisas pequenas, de gestos sem alardes e de como seria bom não ver fingir a felicidade absoluta! 
Mas se pensar bem...não consigo evitar pensar em tudo o resto que me rodeia. 

Seria escorregar na falácia de mascarar a podre realidade que caiu em cima de todos nós. Quem de nós não tem amigos e familiares novos e velhos a ajustes duros com a vida? 
E não é culpa deles (incluo-me), ou de sonhos desmedidas (se é que ter uma vida confortável é uma alucinação), é mesmo resultado desta feia teia de interesses ligados ao dinheiro e ao poder, que se vai tornando lei por todo o planeta.
Que ainda aliena tanta gente. E aqui reside o perigo. Fazermos parte de uma sociedade esclavagista sem nos apercebermos nem nos defendermos. 
Demasiado entretidos que estamos a jogar bubbles e a tirar selfies enquanto as bolhas nos rebentam mesmo na cara.

Há algumas formas de escapar à matrix e alguns fazem-no. Benditos. Não devem nada a ninguém e fazem-se à estrada sem apegos. 
A eles dedico a minha poesia.
Admiro-os e como último pedido de um escravo condenado desejo não morrer sem dela conseguir escapar. Vivo a tentar e é aí que me alimento de vitalidade. 
Ser pobre mas feliz perdida algures em Zanzibar. Para já sou pobre e ainda devedora.

Não vos quero incomodar. Só quero a minha inquietude desabafar. 
É uma selfie de letras. Uma metade sorri, a outra metade corre a lágrima do menino (recordam-se do quadro das casas das avós em todos os lares lusos?).
A pedir ajuda, a pedir apoio no infortúnio. 
Somos todos emigrantes não amados por quem tem o poder e o dinheiro para ter poder, no mesmo barco que afunda. Falta pouco para selvaticamente nos atacarmos e deitarmos os mais fracos borda fora.
Já não tenho medo de morrer. Se acontecer viajarei leve leve, de nuvem em nuvem, com uma mochilinha de gomas. E ouvirei o espanto de Marx quando lhe contar que a China já tem bolsa. De valores. Sejam eles quais forem. E bolhas capitalistas. Ele vai-se rir na minha cara.

Não vos quero incomodar com as minhas bolhas. Quero ficar contente quando alguém lê as selfies de alerta, vindas de uma escrava condenada no mundo físico, mas ser absolutamente livre no reino do espírito e do pensamento.
Se é necessária mais uma opinião? Todas são. 
Gosto de saber que alguém escolheu ficar e passear algum tempo nas minhas palavras. 

Estes pés que me têm carregado as bagagens pesadas e as mais leves, levam-me a lugares e a pessoas que eu escolho ver, escutar, sentir e tocar. Por isso vejo, toco, escuto. E sinto. 
E o que sinto dói. Magoa-me os calos. E não me posso calar.

Porque pensando bem...a mensagem que quero gritar é que acredito num mundo sem estes fundos.

Matrix

Fiz uma pergunta ao terrorista capitalismo financeiro apanhado em flagrante delito:

-Se todos somos cidadãos legítimos nesta casa, por um curto tempo, como te arrogas o direito de ter mais poder que qualquer um, matando os sonhos, matando em e a vida, tratando todos como inimigos colocando uns quantos homens e mulheres a cegamente te servir? 

-É a matrix construída sobre a ganância do poder, estúpida!

Caso encerrado!




quarta-feira, 8 de julho de 2015

Prefiro morrer de frio a ter-vos como agasalho!

O referendo foi um "circo irrelevante" (palavras de Junker que completa dizendo gostar de perceber o que foi que o povo grego quis dizer com o OXI). 
A palhaçada não estava prevista pois não? 
Não viverão os vossos sonhos de poder acima das vossas possibilidades?
Eu cidadã escrava e irrelevante entendi imagine-se... e vou tentar explicar-lhe a si e ao seu exército, devagarinho, como se estivesse a falar para tontos devolvendo-vos o tratamento:
-A Grécia é o palco onde está a acontecer a batalha da resistência. A Esparta dos escravos que lutam pela liberdade que se perdeu nesta UE. São os herdeiros de Alexandre Magno a honrarem a linhagem. São os estrategas como Ulisses.
São a Normandia da Europa, de cobaias em experimentos para dominar (em tudo semelhantes aos realizados pelo Dr Josef Mengele) há muito identificados(desde G.Orwell e A.Huxley).
Os gregos vão ajudar a regressar a Ítaca.
Porque estão a escolher o iogurte com que querem ser comidos.
E vocês não são ingredientes do molho.
Antes cicuta!
E se Zeus me deixar junto-me ao exército deles contra o vosso, digo eu escrava, irrelevante e sonhadora: saiba que prefiro morrer de frio a ter-vos como agasalho.
Varoufakis pediu: "deixem-nos crescer para podermos pagar". Os senhores não querem.
Então os gregos responderam com luta no circo! Foi isso que vos quiseram dizer:
-ide-vos foder!
Infelizmente não se vendem comprimidos para o medo, senão prescrevia-lhos...

quinta-feira, 2 de julho de 2015

Quem e porque razão deve o quê a quem?


Quando somos por natureza e hábito activistas humanitários(diga-se em favor do direito à dignidade da vida humana- antibiótico de largo espectro) vemos muitos resultados positivos acontecer. 
Sozinhos, sem o activismo e a solidariedade dos outros nada conseguimos.
Foi assim que Moses foi libertado, é assim que se consegue ir sabendo o paradeiro de alguns dos jovens que metem medo ao regime angolano, é assim que se consegue que Malala tenha verdadeiro impacto na vida das mulheres (e crianças mulheres) vítimas de violência (a maior de todas as violências) e um infindável número de outros exemplos. 
Estes factos instilam-me vontade de continuar a injectar "overdoses" da minha vitamina preferida E (de Eduardo Galeano) de Entusiasmo e Esperança contra as "overdoses" de soníferos que nos dão para anestesiar. 
E a A de activismo num cocktail bem misturado com a D e a H de direitos humanos.

Também cá precisamos de activismo, solidariedade e união. 
Para muitos milhares de lusitanos nem 10€ por dia podemos levantar no multibanco, contra os cofres cheios de algumas dezenas.
Para a maioria dos cidadãos na Europa, esta é que é a nova moda na passarela da vida europeia: 
-viver castrado ou em modo prostituição.
Deram-nos o preservativo roto e os espermatozóides loucos e doentes são os que rompem e fecundam.
A nossa missão: abortá-los! 
(Teremos essa oportunidade daqui a poucos meses)

Ah se eu fosse grega...com os dois braços e as duas mãos votaria NÃO a esta Europa que é contra os Direitos dos Humanos. 
Contra esta Europa muito pouco Sapiens e que amordaça a evolução.
Que escolheu o regresso dos povos europeus do sul à caverna da indigência.
O poder está nas nossas mãos. Sobretudo na capacidade de pensar. 
De acordar, de viver atento e consciente. E naturalmente de lutar antes da mais que provável 
a) extinção b) ascensão para junto dos anjos ou c) fazer arte aqui na terra.
Se eu pudesse escolher começaria pela pergunta para queijo na UE/ Euro:
-Quem e porque razão deve o quê a quem?

Estou com uma preocupação!