domingo, 9 de agosto de 2015

“Houston we have a problem”. É pré-disposição genética?

Em tradução livre: Portugueses estamos ...(preencher com a palavra que melhor servir a conveniência).
Ou será que estamos pré-destinados a ser assim? Nascemos com este defeito congénito e não podemos ser salvos?
Já nascemos com o karma para não resolver problemas?
Entre pratos de conquilhas e camarões, o belo azul e sereno do mar, as românticas rochas, ou os canaviais das praias fluviais, a mousse de chocolate, os gelados Santini, as selfies em bikini, os retratos de grupos de pézinhos dentro das águas geladas do Atlântico, gin´s em taças do tamanho das usadas pelo senhor prior para o baptismo, a bifana e a mini, por esse Portugal fora (acabou-se o dinheiro para as férias na Dominicana), direi que todos merecemos o descanso das agruras, e, esquecer temporariamente que quando acabarem os banhos e os gins, se regressa sem apelo nem agravo à selva.
A selva das escolhas.
Os desempregados- os oficiais e os que não contam nem servem para nada- os emigrantes em férias, os contratados precários, os que estão inseridos em formações profissionais da treta, os desalojados das suas casas, e um largo etc de gente que não sabe o que fazer da sua vida “livre” sem dinheiro ou ocupação mas com dívidas e sobrevivência para lhes ocupar os pensamentos irão a votos depois dos banhos nas taças de gin.
Pelo que vou lendo, cheguei a um resumo e à bandeira vermelha deste texto: o PS desistiu de ganhar e a coligação quer mudar (eu mudaria para mudem-se).
Leio mais sobre os putativos a Belém que a São Bento. Leio também sobre erros crassos, mentiras, desinformação.
Ao nível de evolução de uma colónia de hienas. Ainda por cima como elas rimo-nos muito...De quê?
Curioso como tudo me leva de volta ao gin em taça baptismal na Igreja. Beber para esquecer…Os génios suicidam-se e eu confesso, como disse algum poeta também não estou nada bem, ao pensar no que por aí vem.
E sem sequer ser um génio, pressupondo que nenhuma invasão extra terrestre irá acontecer, o Messias regressar para nos salvar, ou o Presidente da Islândia pedir a nacionalidade portuguesa e candidatar-se às legislativas e presidenciais e de uma assentada trazer os parlamentares islandeses, parece-me que estamos como as vítimas de abusos e maus tratos: nas mãos do agressor selvagem e predador. Somos uns pães sem sal. Uns incapazes.
Ou talvez não. Pode ser que a massa que se encontra hoje nos retratos bucólicos, volte revigorada e vote em toda a gente menos nos partidos do eixo do mal que nos trouxeram esta hecatombe.
Eu avisei, não estou nada bem...sou afligida por pensamentos positivos budistas de tempos a tempos.
No meio dos retratos da pia baptismal cheia de gin vi um retrato com os sempre inspiradores ensinamentos de Noam Chomsky que resumo por palavras minhas:
-Quando se tem dívidas e a elas se está amarrado por vários anos da nossa vida: dívidas para estudos, para a casa, para o seguro, para o carro, para respirar, só se pode pensar em comer uns petiscos e beber um gin.
Enjaulados, aprisionados e armadilhados num esquema de dívidas não há tempo para sequer pensar. E menos ainda em mudar.
Ficamos disciplinados e condicionados a pensar que esta é a única vida que podemos ter.
Como nos querem e programaram com o objectivo de controlar.
Mudar o sistema ficará sempre para depois. Para a próxima vida.
E é esta armadilha que me assusta.
Entre a pílula azul e a pílula vermelha, tomar a pílula vermelha é uma escolha que só se faz se o pensamento não estiver condicionado nem encurralado. Ou controlado.
Precisamos urgentemente de mudar. Mudá-los de lugar a todos eles que nos encurralam.
Dar lugar a gente nova, de cultura, pensamento e coragem.
Quando a nave Appolo 13 pediu ajuda, os seus astronautas precisaram de uma enorme coragem, determinação e arrojo para enfrentar o problema. O bom senso, a união, o pensamento no todo e em conjunto foram essenciais para aterrarem em segurança de novo no nosso planeta.
Assim estamos nós. A nave está com um grave problema. Seremos capazes de ser como os astronautas em missão de salvamento?
Ou vamos voltar ao dia antes dos banhos? O mesmo de sempre? Com os crápulas do costume no poder?
Lembrei-me agora com o fado que este povo tem, depois das romarias a Fátima e de acreditar em milagres da Igreja que este povo tanto gosta, o futebol está a regressar para nos fazer esquecer as agruras e manter a disciplina e o controlo de um povo.
Vou ali beber uma água tónica, já que infelizmente não gosto de gin, e, fazer figas para que os banhos gelados façam acordar.
Ou esperar um milagre.

Eu sou Cocas

Próxima encarnação

Dizem as teorias da Nova Era (o Passos deve andar a falar com Jesus), que escolhemos quem queremos ser. Dizem as teorias que as vitimas não são vitimas. Que todos escolhemos quem queremos ser, com quem nos queremos relacionar, quem queremos para pais e irmãos e restante família. Que antecipadamente escolhemos o plano e fizemos uma apresentação em power point: quero ser pobre, ter uma doença rara, ter um pai que me bate, um marido infiel e bêbado, que me dá cacetadas quando o Benfica perde e uma mãe que me rejeita e coloca num cesto à porta da Igreja…
Por isso nunca se deve sofrer pelas vitimas, dizem...
Escolhemos quem queremos ser e como queremos viver. Como forma de aprender lições e subir nos degraus da escada para o regresso à casa de onde somos originários.   
A vida, dizem, é a escola. E vamos fazendo exames e só depois sabemos se aprendemos as lições. O espaço para o livre arbítrio? São as escolhas que fazemos. 
Mas vamos sempre dar ao plano apresentado em  power point... Dizem as teorias.

Aqui a porca torce o caracol do rabo: 
-Quer isto dizer que escolhi viver neste tempo de crise? De ser qualificada mas também a melhor amiga do desemprego junto de mais meio milhão de tugas? Quer dizer que escolhi por companhia a época dos predadores  que me comem e nem me deixam escolher o “molho com que vou ser comida” (como disse Galeano)?
Que escolhi a mesma época destes políticos da treta, desta falta de cultura nas gentes, de saldos na educação?
Quer dizer que escolhi abrir a caixa de Pandora que é a minha preciosa vida no meio de tanta mediocridade? 
De gente que vive de aparências, de se mostrar o que nem é? Ou pior, de nem saber o que se é? E tratar de forma arrogante e superior os irmãos de raça? 
Quer dizer que escolhi ser sobrevivente neste meio pequeno que me envergonha como ser humano?
Pois bem, está decidido, já fiz o plano para a próxima encarnação e apresentei-o a uma amiga que teve a delicadeza e a educação de assistir, já que escolheu ter-me por amiga nesta encarnação: vou ser condenssa, rica, linda como a Catherine Hepburn, o corpo da Marylin Monroe e cantar como a Nina Simone. 
Para a próxima, amigos e familiares não quero ter trabalho nenhum! Claro que as condenssas trabalham pro-bono a favor dos pobrezinhos. Prometo ser boazinha mas ver-me livre destes possidónios que me atrapalham. 

Aprendi todas as lições, passei todos os exames e já estou no degrau a bater à porta e a pedir guarida ao santo que a abrir. Estou fartinha desta encarnação com o pano do pó à ilharga!
Tenho dito!

quinta-feira, 30 de julho de 2015

Resgate Da vidA

A pensar em particular nos presos políticos (nos jovens angolanos em particular) que o são em nome do direito de pensar em utopias que um dia se tornarão realidades.
A pensar nos que diariamente dão voz à necessidade de resgate da vida seja por que caminho for.


"Chega uma onda e deposita pequenas conchas na areia
chega uma nova onda e deixa mais pequenas conchas na areia"
Neste movimento constante
imparável
cada onda que chega,
prepara a terra,
semeia e parte
Mais e mais e mais conchas se juntam
quando nos querem
retirar o direito
de viver
o mar continua a depositar
conchas grávidas de
novas ideias
É meu o direito quando aqui acordei
vinda do mundo líquido
no ser sólido que se tornou o meu ar
fez do pensamento o meu oxigénio
querem-me retirar o direito
de sentir
esses outros iguais a mim
os iluminados
que nem percebem na escuridão em que se encontram
esta gente não é saudável
não merece ser ouvida
nem cheirada
nem comida
atiram-me para fora do asfalto
empurram-me fora do meu caminho
não me deixam endireitar
na crise de crescer
de criança,adolescente a adulta me tornar
com as suas dores, medos e tormentos aprendi e me transformei
de contracção e expansão o mundo vive
e o mar que depositou as suas conchas
prepara um novo mundo
feito de conchas que resgatam a vida
mesmo que me queiram proibir
o direito de pensar
o direito de viver

quinta-feira, 23 de julho de 2015

Foi feitiço que nos fizeram?

Na próxima campanha eleitoral vou-me sentar em frente ao parlamento com um cartaz:

Preciso de dinheiro (não de trabalho) para colocar numa conta na Suiça, passeios, carros, casas, roupa de marca, sexo, drogas e rock.
Pelo menos não vos estou a n´rolar!

A partir dos cinquenta ( anos cheios de cores e a maturidade oferecida pelas experiências) conseguir trabalho, esta imposição nascida com a Revolução Industrial (no ténue equilíbrio de laborar oito horas e receber o justo para pagar uma linha mais ténue além da sobrevivência) é hoje uma miragem num deserto seco sem oásis. O Holy Grail.
Trabalho...
Das 9 às 5 ou por turnos. Apenas por dinheiro…imposição esta saída de uma mente ainda mais brilhante que a de Einstein.
Porque nos relativizou a vida.
Mas alguém se pergunta porque razão precisamos desta imposição e desta pescadinha de rabo na boca?
Quando esta resposta for uma epifania na mente de cada um teremos uma mudança significativa da vida.

Encontrar trabalho é entrar no mundo sado-maso. Muito suado. Sem bom sexo e menos ainda com orgasmos. Sobretudo quem não goza com prazer misturado com dor.
Os alarves a comer tudo.
Nesta mesma idade é como conseguir elogios: só se forem os gajos das obras a olhar e a manifestarem-se alarvemente.
O trabalho esse, só se for em lugares e tarefas onde a exploração de homens pelos seus semelhantes se tornou a poesia corrente.
É esta a nova normalidade no mundo laboral ?!. Na maioria sim.
De preferência querem várias variantes de escravatura sem o grilhão no esporão:
-trabalho pro-bono e se o trabalhador tiver a bondade e a boa vontade de aceitar ainda se riem. Mais um "operário em construção" que se deixou enganar. Se não aceitar e se mostrar indignado, é julgado como arrogante e com "a mania que é melhor que os outros". 
Se protestar...o colaborador (nova nomenclatura) é dispensado. 
Direitos? Por favor, em que mundo é que vivem? Têm a sorte de ter trabalho...
Depois de 8 horas seguidas e extenuantes de trabalho em pé a servir 150 pessoas, para receber €5,00 à hora, a 60 dias, ter direito a ir à casa de banho, descansar 10 minutos, fumar um cigarro e comer qualquer coisa...é direito que não assiste ao "colaborador".
Trabalhos, formação, estágios sem qualquer remuneração e apenas uma pequena participação nos transportes e uma bolsa de subsistência de cento e poucos euros. Pagamentos a 60 dias.
Este é o pão de cada dia num venha a nós um reino orgiástico de patrões desumanos que se alimentam das fragilidades.
Iguais aos governantes que se governam através das fragilidades.
E as experiências continuam, por necessidade, por comida.

Aos seres humanos deveria ser permitido apenas engolir alguns sapos mas só até à garganta. Jacarés, nem pensar.
Os patrões usam o pequeno poder que têm de mandar o croquete para a travessa do rissól se entender que o trabalhador vive acima das possibilidades ao querer ir fazer xixi no final de duras e longas horas sem parar, ou quem sabe provar uma chamuça antes de morrer com a fraqueza.

Ninguém se atreve a pedir licença para descansar. Ninguém se atreve a sentar. Mesmo que se esteja a arrastar. Ninguém se atreve sequer a trocar uma palavra com o colega. Menos ainda alguém se atreve a responder a humilhações e a contestar.
A estes chefes, incapazes de saber o que é liderança, espera-os com certeza uma medalha por serviços à Nação no 10 de Junho. 
O medo vence neste jogo do campeonato do poder.
Assim querem que pensemos:
Antes ser explorado que não ter emprego…
Antes ser humilhado que não poder comer uma carcaça cheia de químicos.
Não prestamos para nada.
Se estivermos cansados somos moles e não temos valor nenhum.
Se somos despedidos a culpa é nossa.
Nós é que não servimos!
E nós...aceitamos e acreditamos.
E os “colaboradores” por medo de perder a miséria calam.
Deixámos de querer o direito à vida,passámos a desesperar pelo direito à miséria.
E num toque profundo de Midas transformámos a exploração do nosso semelhante no ouro moderno. 
Este capitalismo mata. É genocídio. É um atentado aos direitos humanos. É a Al Qaeda autorizada, consentida, fomentada pelos Estados que nada têm de direito. E os soldados (os políticos do regime global) ao serviço das corporações são treinados para matar sem contemplações.
O saque de ouro.
Este é o mundo com que se confrontam milhares de pessoas independentemente das faixas etárias. Em Portugal e no mundo onde as empresas que criam empregos, se "esqueceram" que são as pessoas que as fazem ganhar estatuto e cotação nos mercados.
Capitalismo e consumo a pescadinha de rabo na boca que nos obrigam a comer. Crua. A guarnição é a pedra que se senta no estômago e provoca a obstrução que leva à morte por asfixia.

A Europa tornou-se um lugar de medo. Deixou de ser seguro viver nesta desunião de facto. O companheiro revelou-se após os primeiros tempos de sedução e charme, num homem inseguro e dominador, usando a violência para humilhar e controlar, porque incapaz de o conseguir naturalmente.
Diz à sua vítima que a ama e que quer o seu bem, mas que de facto sozinha ela não será capaz de vingar, porque não presta, não sabe resolver os seus assuntos, nem tem capacidade para o fazer sozinha.
Aliena a vítima, coloca-a em isolamento, medrosa, dependente, submissa,vulnerável. Em profunda solidão. 
Mesmo querendo e gostando, eu, já não estou nada bem com o caminho prescrito. O amor nesta união não morreu de morte natural, morreu porque determinaram que seria para morrer. Nem deixaram espaço ao meu livre arbítrio.

Recordo-me da minha vida em África e os passeios quinzenais ao Kruger National Park. Paga-se um bilhete à entrada, recebe-se um saco de papel para os restos do que se comer no carro, uma vez que dele não se pode sair sem ser nas áreas próprias e adentramo-nos no parque a observar a vida selvagem no seu meio ambiente natural.
Sinto-me uma bambi faminta e vulnerável prestes a ser devorada pelo predador mais próximo. O melhor momento da visita ao parque será sempre o de um predador a apanhar uma presa e com ela se refastelar. Enquanto a presa é observada pelos algozes nos carros que passam.
Eu caída na armadilha nem pernas tenho para correr fui ferida no primeiro combate. Mas não morro sem luta.
Não serei comida sem ficar encalhada com um osso num dente do predador. Um dia quem sabe o predador engole o seu próprio veneno.
Quem sabe os predadores nas eleições vão engrossar as fileiras do desemprego.
Esses sim no desemprego por para nada prestarem. E não me peçam referências para o próximo emprego.
Que mal fizémos para merecer esta gente e este karma histórico de lutas por poder?
Todos temos um lado obscuro e um lado de bondade. Todos nos precisamos de no outro nos reconhecer.
Esta gente por infortúnio, dolo e por querer, não descobre nenhum lado bom. É patético e é só em nós, as frágeis vitimas, que vai continuar a doer.
Perguntem-se para que serve o trabalho. Para que serve o dinheiro. Para quê ser escravo desta pescadinha de rabo podre. A envenenar-nos pela boca.
Nem fazemos o que gostamos, nem gostamos do que fazemos. É isto liberdade? É isto viver?
Perguntem-se e a vida para que serve?
Se somos “operários em construção” na construção que é a vida, por que razão seremos nós próprios os construtores de operários sem vida?
Enquanto eu puder confiar na minha voz vou-me revoltar, denunciar, protestar.
E desobedecer. Desobedecer. Desobedecer.










Alliens a aterrarem cá? Já cá vivem!

Ainda a silly season não começou e pronto!
Bom ver noticias destas. 
Queridos alliens,
Este é o país mais amável e generoso que há e o seu povo falador de línguas estrangeiras quiçá até de língua extraterrestre, logo estão no sitio certo. Até damos a vida pelos governantes e sem luta.
Liguem ao Portas pelo número grátis dos vistos gold e já está.
Ah convidem-me para ir ao cock-tail comer umas chamuças.
Levo um tramparere com cachupa pois vocês desconseguem saber o que é milho e feijoca.
Queridos amiguinhos com 3 olhos e 4 pernas por mim venham e levem-nos (a eles... vocês sabem quem porque usam tecnologia de ponta e telepatia. Aposto que neste momento estão-me a ler a mente...) para experimentos no vosso planeta. É matéria rasca mas é o que há. Paciência.
Não se esqueçam de passar na south bay e dançar kizombas.
beijinhos de uma outra allien feliz por ver uma luz ao fundo deste túnel que dá para a vossa pista de aterragem...


http://www.dn.pt/inicio/portugal/interior.aspx?content_id=4693968

quinta-feira, 16 de julho de 2015

Maturidade

A maturidade é exercida quando passamos por tantas experiências e histórias que quando elas parecem repetir-se não cometemos os erros passados. Podemos cometer erros novos, mas certamente a atitude é diferente pois esta revela-se num novo conhecimento sobre o objecto.

A Europa é o objecto. A História já ensinou que repetimos erros.
Agora temos conhecimento suficiente para adoptar uma nova atitude.
Será que vamos exercer a maturidade à qual deveríamos estar obrigados a ouvir, a ver e a entender?

Os meus sonhos não têm prazo de validade!

E um deles é encontrar-me com a humanidade da vida, na maturidade dos homens, perdida com a violência dos que criaram esta absurda morte lenta.

Origem da dívida grega: odiosa, ilegal e ilegítima

Não é a Grécia que deveria estar debaixo dos holofotes da nossa atenção.
É a dívida impagável e o sistema bancário estúpidos!
"A questão é: por que eles [troika] têm que jogar tão pesado?”. Porque a Grécia pode revelar o que está por trás. A tragédia da Grécia esconde o segredo dos bancos privados. Ela poderia colocar a nu as estratégias utilizadas para salvar bancos e colocar em risco toda a zona do euro, toda a Europa”

Entrevista com 

Membro da comissão que auditou parte da dívida pública grega, Maria Lúcia Fattorelli