sábado, 14 de novembro de 2015

O coração da humanidade ferido de morte (de novo)

Escolhido o dia mundial da Bondade para espalhar terror e caos 13.11.2015 por gente doente que nada teme, nada tem a perder, nada respeita.

Os europeus, os sírios, os árabes, os sem cor ou credo, de uma só raça, somos todos refugiados e reféns em fuga da mesma guerra: a que é feita por homens doentes, que impõe o medo como forma de fazer ouvir a sua voz. 
Uns procuram encontrar-se com a vida, outros procuram destruí-la. 
A uns ela aguarda, a uns ela sacrifica e a outras ela demencia.
Cubro-me com o único véu que sei vestir. Chama-se paz. Calço-me com os únicos sapatos que me sustentam. Chamam-se bondade.
Como a natureza, sem pressa, cumpre as tarefas que assumiu. E cumpre-as. 
Nós temos uma tarefa a cumprir e África ensina-nos o conceito Ubuntu: só seremos felizes se os outros também o forem, porque somos um.
Não cederei ao medo de entregar o resto da minha liberdade em nome da segurança.
Paz pelas vidas de todos os inocentes que já a perderam e pelos que vivos continuam a usar os dias todos para espalhar bondade.


segunda-feira, 9 de novembro de 2015

"Esperança, do verbo esperançar"

Estou longe, porque também fui obrigada, pela purga a que nos forçaram, desde a imposta austera "crise" de 2008, altura em que os bancos passaram a ser os humanos a salvar, e, os humanos passaram a ser coisas a descartar e fazer falir, mas nunca me desligo da raiz que me coube em destino. a minha Ítaca, Portugal. Acompanho-lhe sempre o caminho como um artista desapegado e bem, acompanha uma obra sua: -quer-lhe saber para onde vai, por onde se aventura ir e quem a quer bem.
Alguns pensam que sou louca por não colocar um padrão de descobrimento e vida em lugar nenhum...
Em todos os que piso, semeio uma árvore, uma planta e celebro um descobrimento: mais um pouco de mim. Comigo carrego os que me tocam. 
Porém, tenho um padrão e esse nunca me abandona: por ser mulher e ainda para mais, portuguesa, ninguém pode abusar, ninguém se atreve a passar o limite da decência quando comigo se confronta. Esses, como-os com prazer aos pequenos-almoços.
A minha bisavó escrava habita em mim. Pisaram-na mas não a dobraram. Eu, mantenho a tradição. De quebrar tradições e nunca me dobrar. Nem que isso me custe o preço de oferecer as costas às vergastadas amarrada a um poste.
Esperanço o dia que o sol vai brilhar, e eu me vou desamarrar e mais uma tradição quebrar.
A tradição foi feita para manter, se tiver na sua essência a bondade, a dignidade, se que respeitar a humanidade.
Todas as restantes são para quebrar em caso de incêndio. Por um lado qualquer se começa qualquer coisa. 
Os homens e mulheres envolvidos na luta actual por um rumo diferente no país, por quebrar tradições, são os extintores.
São os homens que escrevem as suas histórias, que acrescentam tradições, sistemas políticos, económicos e sociais (escravatura foi tradição, apartheid foi tradição, racismo é tradição, o dinheiro é tradição, entre alguns exemplos).
São tempos, e, estamos sempre a tempo, de ter esperança, do verbo esperançar. 
Dos navegadores portugueses, das sufragistas, dos escravos, dos colonizados, dos aventureiros que buscavam vida ao partirem na Companhia das Índias, dos refugiados de todas as guerras que fogem da morte ao encontro da vida, dos novos emigrantes (no caso concreto dos portugueses) todos se encontram com os Adamastores de serviço. Ou com os cínicos, os perversos, os oportunistas que Camões também escreveu. Os que quebraram tradições e dobraram Cabos violentos, foram nossos antepassados. Com muito medo fizeram-se à dobra e chegaram a novos oceanos. Desconheciam o que estava do outro lado, no entanto, nomearam a Esperança do verbo esperançar, como o vela orientadora.
Não sei o que estes homens e mulheres conseguirão fazer. Mas já começaram a mudar algo subtil. Se estão por bem, os ventos conduzi-los -ão a portos fecundos.
Quando temos medo da mudança, fugimos de nos confrontar com ela. Estes homens e mulheres, a partir do medo do desconhecido, abrem caminho à esperança. Abriram as velas e o vento dos tempos que estão a mudar empurram-nos.
A esperança do verbo esperançar começou a mostrar-se uma força, na acampada do Rossio há uns anos atrás. Jovens e jovens mais velhos que não se revêm neste sistema capitalista sem freio. Nem na política corrompida. Nem no sistema de representação obsoleto. Nem numa dívida que não se sabe se onde vem, como veio, porque existe, de quanto, e a quem. 
Ali gritava-se: já não conseguem enganar todos. 
Esta foi a semente da mudança. Eu estava lá e senti um orgulho profundo do meu país e da gente que me deu alma.
Hoje ao ter noticias da minha Ítaca volto a esse estado de espírito. Tenho esperança do verbo esperançar.

A esperança do verbo esperançar vem de Mário Sérgio Cortella um professor que me inspira há muitos anos. Deixo aqui o vídeo que recebi da minha professora de História também ela uma fonte de inspiração ao longo da minha vida.

quarta-feira, 21 de outubro de 2015

Algumas considerações sobre activismo político, direitos humanos, prisões arbitrárias, ditaduras e falta de liberdade de expressão.


É preciso não temer a liberdade para se oferecer a vida por ela.
Cada um deve fazer o que se sente inspirado a fazer e essa é a beleza da liberdade.
Foi assim com os resistentes à ditadura de Salazar e com todos os ditadores mundo fora. Com gente desta fibra nasceu a Resistência durante a Segunda Guerra Mundial. A série Alô alô conta como foi para quem se quiser lembrar.
Gente de todas as idades fez ao longo da História, parte de movimentos clandestinos de luta contra opressores. Resume-se aqui a história da Humanidade. Opressores e oprimidos em lutas fratricidas.

Todos os seres humanos procuram ver as suas necessidades satisfeitas sejam elas de que natureza for. E com vista a esse fim, melhor ou pior, individual e colectivamente desenvolvemos estratégias.
Com os recursos que a terra nos oferece de mão beijada algo inscrito no ADN da natureza humana sobressai: a ganância. E a estratégia passa a ser, uns terem mais do que outros e sujeitar os seus pares a situações extremas de sobrevivência.
A pobreza é o dinossauro nunca extinto para bem reinar (mesmo que declarem que a extinguem em 2030 e eu assino a declaração). A vaidade humana usa desde tempos sem memória a rede social da ostentação porque não lhe chega apenas o desejo de ter mais do que o outro. Precisa de mostrar.
O mundo vive num estado de profunda e patente hipocrisia, de guerra permanente e, medo constantemente latente. 
Resume-se aqui a história dos símios pouco sapiens que somos. Apenas variam as vestes. Ou seja, a moda evoluiu bastante. Libertou-nos das quatro patas e pêlos, para pesadas armaduras até chegarmos aos leves drones e ao fio-dental.
Só a nossa estratégia não evoluiu. Oprimirmos alguém menos forte, mais ignorante, mais ingénuo, mais submisso, mais medroso mantendo-o pobre. Vá lá, comecem a desenvolver outras...ou talvez não, estas dão bons resultados!
Homens de elevada estatura, de Ghandi a Mandela passando por Steve Biko e Amílcar Cabral, trazendo no bolso Henry Thoureau, inspiraram e continuam a inspirar gerações. Gene Sharp, o autor que algumas más línguas dizem que é pago com dinheiros americanos, escreveu um livro de resistência pacífica. Livro esse, estudado e inspirador de movimentos de revolução, de movimentos de contra-poder à opressão. De Resistência. As chamadas primaveras árabes. Primavera essa que o regime angolano tem medo. O Inverno é uma estação mais propícia à manutenção do status quo de Angola. Mas é o descontentamento de muitos que já não se deixam enganar. São as sementes que tentaram enterrar e que hoje brotam pujantes. Não precisam que uma qualquer nação lhes pague para resistirem. E se pagarem? Não foi assim que movimentos como o PAIGC, o MPLA, a FRELIMO, ANC lutaram e formaram quadros de resistência ao colonialismo. A história que se seguiu dentro dos movimentos é outra história. Mas tem nome.
Chama-se ganância e ostentação.
Esta é a resistência criada por estes jovens, que vêem o seu povo martirizado, com fome, e, roubado em nome da eterna ganância e ostentação.
Relembrando factos da História, Mandela passou 27 anos na prisão, fez greve de fome, num período que todo o mundo aceitava o apartheid como normal numa sociedade desenvolvida... Ghandi fez greve de fome e resistiu num período no qual o colonialismo (actualmente globalização) era aceite e “tradição” entre nações…
Hoje são inspirações. Talvez encontrem nos computadores e debaixo dos colchões destes jovens, livros com relatos reais da resistência pacífica destes homens. De que serão acusados? De tentativa de golpe de Estado? Pagos por quem?
Outros pensadores inspiraram os homens e mulheres que se propuseram libertar outros homens e mulheres como eles, de domínios absolutos sobre as suas liberdades.
Nunca fomos tão evoluídos tecnologicamente e as redes sociais hoje servem de meio de comunicação alargada entre o mundo inteiro. E isso é fundamentalmente bom. Porque podemos criar grupos de solidariedade do mundo para a Síria, do mundo para Angola, do mundo para o Médio-Oriente, do mundo para as crianças raptadas por grupos extremistas, do mundo para mulheres agricultoras em luta contra a Monsanto na Índia, do mundo para a Guiné-Bissau e seus algozes, do mundo para o Brasil e os Índios que protegem as suas terras e são mortos, e, de um sem número de causas justas que mostram a involução do símio que somos.
As redes sociais que fazem a ponte e ligam os grupos que fazem resistência e contra poder são essenciais para uma sociedade ética. Os livros e os vídeos de pensadores que nos trazem tudo o que já foi inventado desde Sófocles traduzido em pensamento contemporâneo são vitais para a formação e para a educação. Essenciais para desconstruir e desmontar os robôts sem alma em que nos querem transformar. Temos corpo e alma e ambos servem o propósito do nosso percurso na terra.
Uma sociedade sem gente empenhada em salvar um seu par é uma sociedade sem alma.
Não é desperdício dar a vida por causas desta importância. Estes jovens activistas em Angola e Luaty (há trinta dias) em particular, e BingoBingo, estão a dar a sua vida a outros.
Quem sou eu para julgar a sua decisão por mais que me custe e por mais que saiba quem o seu opositor é? Tem sido esse o lema em Angola, vinda de quem um dia por ironia e esta sim uma enorme piada cósmica, quis ver o seu povo ser liberto do opressor colonialista. Ou talvez não. Apenas lhe quis o lugar.
Parece uma piada de mau gosto vinda do cosmos. Mas só nos podemos opor e resistir ao que nos é contrário e naturalmente neste caso, o que vincula a vida à violência.
Foi assim que vimos o mundo avançar, apesar dos pesares. Com resistência e luta. O povo angolano está já a perceber os efeitos desta acção e nunca mais será o mesmo.
Luaty e demais jovens repito-me, encontrar-nos-emos no futuro onde espero que tenhamos uma sociedade mais...humana. É esta a luta.
Hoje no Rossio!
Amanhã 22 Outubro, em frente ao Consulado de Angola em Lisboa.
Os factos:
4 meses após a prisão dos jovens activistas sob a acusação humorística de tentativa de golpe de Estado para derrubar o Zécutivo, ao serem apanhados a ler o livro sobre resistência pacífica...
Mais de 90 dias de prisão sem acusação e sem liberdade como manda a lei.
Vivem em condições que desconhecemos. 
Por todos os angolanos que já morreram à fome governados por um regime que tem comido como se não houvesse amanhã e os mantém na ignorância e na pobreza, estão presos activistas políticos que resistem ao regime e em greve de fome.
Exigem a liberdade imediata de todos como prevê a lei, para que aconteça um julgamento que todos imaginamos será livre e justo...

Há quem peça que parem a greve. Há quem peça cartas de amor. 
Todos os gestos são de amor. Amor pela vida. Ninguém quer ver ninguém nos dias de hoje ser sacrificado como na Idade Média. Evoluímos. A ética e os direitos humanos não são, mas deveriam ser os pilares de qualquer sociedade moderna. Que Angola não é, nem Portugal.
Os gestos de amor dos activistas e os gestos de quem os ouve cá fora, sofrem com esta escolha e, pressionam tudo e todos para que termine este horror. Não deveria ser assim.
Neste braço de prepotência do regime , os jovens estão a ser usados como elemento dissuasor. 
Eles são como Rafael Marques, os elementos de fuga da panela de pressão, que não é mais possível tapar.

Conclusão:
Tudo tem princípio meio e fim como a vida. 
Como as todas imposições do homem sobre o homem-opressor versus oprimido (apartheid, colonialismo, ocupações, e regime ditatoriais).
E este regime tem os dias contados queira ou não.

Estes jovens têm de fazer greve de fome pelos milhões que têm fome e a ela são forçados pelos seus governantes. Felizmente são a consciência do povo e nós com as barrigas confortadas, temos de ser parte da boca que tem fome e que não cala a fome de liberdade.
Hamlet o príncipe de Shakespeare disse que lhe bastava-se a ele próprio com a sua casca noz para ser feliz. A casca de noz é a sua consciência.
Quando se pergunta olhando para a caveira “ser ou não ser?” pergunta-se implicitamente: perante a inevitabilidade da morte quem quero eu ser? Feliz com o ser que é a minha consciência ou ser uma qualquer figura falsa?
Antes ser feliz com a minha consciência pensou Hamlet. Certamente que estes activistas assim o pensam, são verdadeiros consigo próprios, despidos de personagens falsas, por isso se torna mais difícil se relacionar com o mundo que se desenrola no palco das suas vidas.

Agradeço a compreensão de quem me lê, em relação à minha consciência e às minhas expectativas, quem sabe perversas como ser humano, em querer que a ética e a bondade vinguem. O extraordinário é que cada vez mais gente se vira nesta direcção de mudança. Quero acreditar que esta é a boa notícia da evolução.

sábado, 17 de outubro de 2015

Liberdade já!

Quem anda no trilho é trem de ferro. Sou água que corre entre pedras – liberdade caça jeito. (Manoel de Barros)
José Eduardo Agualusa um dos meus escritores favoritos, num artigo sobre Luaty Beirão.
Dizem por aí que podemos ser manipulados com informação que vem de Angola sobre este assunto. Por isso ainda mais vale a pena ler.
E lutar pela vida de Luaty e pela sua (e de todos os activistas presos) liberdade imediata. 
E de caminho lutar pelos direitos humanos e a democracia em Angola (aquela prostituta que o regime demente e doente do zedu usa quando lhe convém e em simultâneo coloca um adesivo na boca quando a usa à bruta para a calar).
Por onde andas tu Ministro dos Negócios Estrangeiros Português? Em corridas diplomáticas sem delas fazeres alarde, para protegeres os teus cidadãos? Assim estou mais descansada...tic tac tic tac faz o tempo

sexta-feira, 16 de outubro de 2015

Somos todos Luaty porque Luaty é cada um de nós


26 dias em greve de fome. Luaty Beirão piora a sua situação e foi hoje transferido para uma clínica onde está em observação.
Só volta a comer se for em liberdade segundo o seu advogado.
É imperiosa a liberdade imediata de Luaty este perigoso revolucionário, que tanto medo está a provocar a um regime que se diz Estado de direito.
Detido sem culpa formada para lá do tempo permitido por lei à prisão preventiva (90 dias- inicio a 20 de Junho).
Este é o facto comum aos activistas.
O perigoso revolucionário Luaty oferece a vida em nome da sua liberdade e dos restantes activistas.
Em nome do seu país que um dia não muito distante viu jovens morrerem porque clamavam a liberdade para a sua pátria Angola.
Esta Nação viu também jovens prepararem golpes para chegarem ao poder.
Alguns desses jovens são hoje velhos, ainda hoje se mantêm no poder e dele nem admitem sair. Nem que concidadãos seus morram.
Ora essa! Era o que faltava!
Estes perigosos jovens são suspeitos mas sem culpa formada, de conspirar um golpe de Estado com o apoio de forças externas...
(e Luaty dá a sua vida a troco de quê? ser herói para a eternidade? Ou virá a receber um poço de petróleo numa off shore?).
Insultem-nos a inteligência que eu gosto.
Fica a minha questão:
Há ainda alguém de bom senso nalguma parte do planeta que pense que um estado deve deixar morrer um seu cidadão que pede a liberdade que tem legalmente direito, e, aguardar do que quer que venha a ser acusado e julgado?
Luaty envolve-se há muito na política como cidadão atento e empenhado em ver o seu país melhor. Tal como muitos de nós. Felizmente.
Deve pagar estas consequências?

domingo, 11 de outubro de 2015

Sobre Luaty Beirão o activista em greve de fome, a ignorância, a liberdade, os direitos humanos em Angola e a malária.

Sei que o governo de Angola e o seu Presidente sem vergonha nem consciência não me ouvem. Ou iria presa como Luaty Beirão e os restantes jovens.Teriam de prender todos e são muitos os que estão imunes ao parasita da grave doença que é o silêncio e se chama ignorância.
A ignorância é um parasita como o da malária. Espalha-se no sangue. Uma pequena picada do mosquito portador que larga o parasita,e, este instala-se no sangue que fica contaminado.
Mata gente. Muita gente.
Ao longo de século XX o parasita foi sendo erradicado de muitos países pelos homens livres e criativos que sonham sonhos altos.
O parasita pode até ficar dormente no corpo humano como o herpes, durante anos e ir acometendo a vítima de relapsos da doença.
Um dia ressurge e mata, se o corpo não tiver criado resistências.
É necessário e urgente erradicar o parasita, apesar de muitos amarem, cuidarem e irem para a cama com o seu transmissor/portador, o mosquito.
Em Angola os que mantêm os jovens presos, os que têm medo dos jovens resistentes, são o mosquito portador do mortífero parasita...
Os jovens activistas felizmente não foram picados pelo mosquito ou, criaram resistências e sonham.
Sonham, como eu, ver chegar o dia da erradicação do parasita. De entre vários parasitas.
Luaty Beirão e tantos outros sofrem do mesmo mal, sonham sonhos que parecem mas não são impossíveis, como o da erradicação de uma doença.
Em Portugal, lamento constatar, o parasita infecta também o sangue de muitos milhares, em particular dos que poderiam fazer algo.
É obrigação dos não contaminados pelo parasita, os que não estão presos na mente, de cuidar de o erradicar.
Não se pode parar este movimento pela liberdade, de quem tem como luta a liberdade, dando a vida ao serviço dela.
Tudo o que se exige é a liberdade imediata para os presos políticos em Angola. 
Tudo o que se exige aos parasitas do governo angolano e seu presidente é um gesto de misericórdia por Luaty, o jovem que está a morrer. 
Porque é inadmissível que num mundo saudável os parasitas se julgem com mais direitos de vida do que a de uma qualquer vida em liberdade.

quarta-feira, 16 de setembro de 2015

Um é mau, dois é demais, fizeram vudu

Imaginem um boneco de fazer vudu: o boneco somos nós. Espetaram-nos alfinetes em todos os órgãos vitais. Mataram-nos e eu sei quem é o assassino. Sigam o rasto do dinheiro e de quem beneficiou com a minha morte.

Novo boneco de vudu morto que representa os artistas coligadores...

Eu, fui riscada da lista dos suspeitos. Não gosto de nenhum nem beneficio em nada com a morte política dos coligadores. 
Não preciso de os matar porque eles espetam-se alfinetes e tiros todos os dias. 

Ao tratarem as vítimas (nós) como crianças tontas incapazes de discernir, dispararam o primeiro auto-tiro, tiro este que acertou na omoplata. 
Com a auto-lobotomização levando-os para o campo da hipocrisia e mentira à desgarrada, mas bem agarrada pelos vídeos no youtube, dispararam a seguir nos próprios pés. O boneco está ferido de morte. 
Os seguintes tiros seguem-se na campanha doentiamente triste e ridícula, de carrapatos agarrados à pele,daqui não saio daqui ninguém me tira...

Beneficiam das circunstâncias históricas, tradicionais,culturais e do medo congénito dos portugueses. Somos uns doces queridos habituados a ser tramados, a nunca pedir contas, imputar responsabilidades, obter condenações e nunca mas nunca ressarcidos. 
Por isso temos estes últimos quatro anos (ou será quarenta?) de venda do país a retalho, entre propriedade do Estado, cérebros nacionais em fuga, destruição da saúde, da Educação, da Justiça, da Economia. 
Sem estas base a casa poderá ter paz e pão? Evidentemente que não!

Todos aqueles que nunca mais vão voltar porque deixaram de ser os doces queridos habituados a ser tramados sem ser ressarcidos, espero que vinguem a morte, nas urnas, dando mais um tiro no boneco. 
Estes puderam fugir desta guerra. E os que não podem? E os que não querem? E os que diariamente se viram do avesso para dar o pouco da vida que lhes resta para mudar e romper com o vudu? 

Vemo-nos governados à cintada grey (violentamente amarrados) através dos mercados, que neste jogo capitalista sem fronteiras para o dinheiro, mas com muros e arame para cidadãos, e, com os cérebros lobotomizados ao comando, beneficiam, e, são sempre ressarcidos pelos cidadãos, como o provam todos os casos dos negócios bancários nacionais. 

O curso deste capitalismo brutal que nos comanda à bruta, inevitavelmente está a virar de rumo, porque já são muitos os que vislumbram alternativas, mesmo que ainda não as verdadeiramente desejáveis para romper de vez com o status quo e privilégios adquiridos dos interesses instalados. Sabemos que existem caminhos. Toda a Europa está a pedir novo rumo: 
-Dívidas investigadas, negociadas, perdoadas, trabalho e salários dignos, rendimento que assegure a dignidade da vida, saúde e educação para todos, uma justiça cega, restituição de soberania e das jóias da coroa e, o regresso à nossa língua sem acordos pornográficos entre outros assuntos. 

Plafonamentos a jusante e outras figuras de estilo do desenvolvimentês a montante, são mais tiros nas coxas perto de zonas sensíveis e irrigadas. Quem diz estas coisas sujeita-se a esvair-se. 
Nada dizem e em nada aproximam as pessoas das áreas vitais.

Onde se vai buscar o dinheiro? Tenho a certeza que ele está aí algures guardado a apanhar sol tropical ou a lambuzar-se em chocolates...
Não me venham dizer que não há ou que será uma desgraça sair do Euro uma opção que deveríamos considerar seriamente.
Maior desgraça que a que vivemos hoje por cá? E num mundo cheio de conflitos mas cheio de dinheiro para pagar munições e bancos?

Todos foram os pais e as mães do filho agora renegado. 
Depois do PEC IV a era da pré bancarrota socrática, de quatro anos de "faroeste" e que nos conduz à canção "quem será o pai da criança" tripartida, Portugal devastado, pode escolher de novo entre algozes e artistas de variedades com a canção do bandido.
A carta agora revelada de PPC na oposição mostra bem o carácter da marioneta e a sua subjugação ao pai "mercados". 
Mercados que mandam, manipulam, beneficiam e são sempre ressarcidos pelos cidadãos e jamais perdem. Não se esqueçam.

A Troika e o governo (pai que doou parte do esperma), chamados a fazer experimentos de lobotomização num campo europeu chamado Portugal, esfregaram as mãos e conseguiram realizar legalmente, o maior truque de ilusionismo de sempre: roubar a carteira, a casa, o país, a família, os bens todos, os anéis e os dedos quase sem protesto, num período dos mais negros da nossa História. E deixar o boneco de vudu moribundo.

Se os artistas pais, ganham de novo, seremos um desenvolvido Burkina Faso com estações de metro bonitas. Quem sabe exportaremos as estátuas de algumas para plafonar a conta da cantina da sopa dos pobres?

A arte de um artista da canção do bandido é mentir de forma convincente. É um mago. Distrai da realidade para fazer o truque sem que alguém se aperceba: cometer o crime.

Imaginem o boneco de vudu: o boneco somos nós e espetaram-nos alfinetes em todos os órgãos. Mataram-nos e eu sei quem é o assassino. Sigam o rasto do dinheiro e de quem beneficiou com a nossa morte. 

Vão dar mais um alfinete ao vosso próprio assassino para vos matar? 
Ou, não será mais inteligente, ao perceber o truque, deixar que ele se golpeie a si próprio acabando por se falecer?!