terça-feira, 5 de novembro de 2013

Na espuma dos nossos dias, educação (sem estado ou em estado de agonia)!?


Nasceu mais um humorista !


Portugueses não há dinheiro para nada! Mais, a austeridade, ainda é pouca. Um ano sem comer, ou antes, sem nada, resolve a coisa. Dizem-nos...Eu ri-o-me com o sentido de humor deles.

Pensavam que havia vida para lá do défice e da dívida? Pois…tentem a morte antes da hora marcada, de um grupo de totós numa sucata à beira mar plantada, e gritem Hossana.
Ou Ossama. E tornemo-nos talibãs.

Antes que acabemos a pedir aos bispos lugar para dormir com os filhos.

Preparem-se para a ultima ceia ó raça esquecida de um dia ter embarcado na Companhia das Índias e, rasgado estradas de mares de infortúnios.

Todos os dias, aparece um iluminado, pior dos que aqueles da nova-era que se julgam reencarnações de Jesus e, só bebem água da torneira no cálice da ultima ceia.

Ontem foi descoberto mais um humorista nesta praça. Com o Santo Graal na mão a dizer-nos sem qualquer poupança nas palavras: morram, matem-se, paguem, calem-se.

E nada lhe acontece. De lado nenhum das instituições que deveriam defender a dignidade de quem os colocou nas ditas.

Só entre Coimbra B e Coimbra A, negociatas na Educação, com o dinheiro roubado dos nossos impostos, do Estado, mais de 100 turmas privadas para a Educação privada. Agora multipliquem o cenário pelo país muitas vezes. E o crasso humorista que fez também pacto com o diabo veio dar mais um tiro no pé dele, e, no nosso coração.

Seria humor negro?

De Coimbra veio o Zeca Afonso que cantava que “eles comem tudo” e assim continua…

Ainda não querem erguer a espinha?

No jogo do “aí vai alho”, às vezes quando aquele que saltava para as costas do parceiro com força desmedida, caía violentamente porque alguém rompia a cadeia e não permitia abusos.

Por mim chegou a hora de usarmos nós o método crato ”aí vai alho”…

segunda-feira, 4 de novembro de 2013

Na espuma dos nossos dias

São os loucos os únicos optimistas, porque se recusam a embarcar na loucura dos que se acham sãos. Não consigo ser parecida com normal por mais de 2 minutos. Depois canso-me.

Ler noticias sobre a fome em Portugal, ouvir o absurdo comedor de bolo-rei, às manobras de guerrilha que vêm dos Palop, aos yes we can´t (anymore) do lado de lá do Atlântico, esgota-se-me a criatividade para reflectir.
Como um título de um livro de Mia Couto, este também é o “país do queixa-andar”. Só.

Só o Jerónimo gritou igual ao Geronimo apache: “não ter medo de levar porrada”. Parece-me que já só falta aquela física.

Por ser louca e optimista é que me acoberto também com lirismos e utopias. Daqui vem-me o calor e a felicidade com que todos os dias aconchego a minha alma e alimento o meu caminho.

Para me libertar de bactérias ou virús que me infectam, por olhar os rostos obscuros, poeirentos, chuvosos, e invernosos dos que causaram e causam, a fome que acontece com o meu vizinho, a minha amiga, o desconhecido do prédio ao lado, do viajante no barco que liga uma margem a outra, de um rio de face menos poluída, do que os habitantes do terreiro com um paço formado por arcos.

Dizem que quanto maior a luz mais atrai as trevas. Porque estas últimas precisam de se alimentar.

Não seria louca o suficiente se não deixasse o pedido de retribuição do amor deles, com o universo, quem sabe a uma civilização na via láctea, bem mais avançada que nós:
Liguem os vossos holofotes em modo turbo. Que a luz os atraia e sugue.


Porque há muito que fui por eles sugada e infectada. Geronimo o apache, lutou e quando foi capturado tornou-se um prisioneiro de guerra o resto da vida, mas não se rendeu. Vou fazer como ele. Só me resta dar porrada. Como aconselhou o Jerónimo.

Carreguem que vamos deixar de aguentar. Aí vai alho...

Na espuma dos nossos dias, cá e lá- Homenagem a Mia Couto

"Para fabricar armas é preciso fabricar inimigos. Para produzir inimigos é imperioso sustentar fantasmas. A manutenção desse alvoroço requer um dispendioso aparato e um batalhão de especialistas que, em segredo, tomam decisões em nosso nome" MIA COUTO Conferência de Estoril sobre segurança, 2.011. 



Mia Couto, homenagem ao homem que pensa a sua terra em 1ºlugar, em tempos de guerra, para abrirmos a porta da paz.
É destes homens desobedientes e sem medo, exemplares nas palavras e nas acções, que tanto Moçambique quanto Portugal merecem e precisam. 
Mas só mudando atitudes, crenças, valores, deixando de fabricar inimigos e de sustentar fantasmas.
Para que estes meninos da guerra façam parte do passado e sejam tão só, quem são, meninos crianças
E que as asas dos anjos os cubram, para tão só, voarem.


Tens medo de fazer amor comigo?
- Tenho - respondeu ele.
- Por eu ser preta?...
- Tu não és preta.
- Aqui, sou.
- Não, não é por seres preta que eu tenho medo.
- Tens medo que eu esteja doente...
- Sei prevenir-me.
- É porquê, então?
- Tenho medo de não regressar. Não regressar de ti.
 
Mia Couto in Venenos de Deus, remédios do diabo



 

sexta-feira, 1 de novembro de 2013

são os loucos os únicos optimistas, porque se recusam a embarcar na loucura dos que se acham sãos

Avuelita: Alice, dia 10 de Dezembro vens ter com a tua tribo?
Alice: e com a minha avuelita
Avuelita: prometo-te não um país,mas uma tribo das maravilhas. Que te faça sonhar. Vou trazer o meu coração sempre atento.
Alice: guarda-me esse sonho e até já. Fica a olhar o horizonte onde os sonhos se cruzam e lá damos as mãos para caminharmos juntas. "Para sempre?", como a Alice perguntou ao coelho?
Avuelita: Alice, como respondeu o coelhinho, "nem que seja por apenas um segundo". Vamos fazer com que os sonhos sejam eternos no nosso mundo encantado.


No link, Eduardo Galeano e um poema de esperança

quinta-feira, 31 de outubro de 2013

Na espuma dos nossos dias (da incredulidade à gargalhada)

Há gente (não é engano meu, não disse pessoas), delinquentes melhor dizendo, pelas acções que praticam ou pelas palavras que cospem.

Do PM, ao PR, aos inseguros opositores, à senhora prostituta república, aos ministros da coisa pública, aos ex responsáveis também pela coisa pública, à press (em inglês) tituta, ando mesmo envergonhada com tanta delinquência ao ar livre, a viver lado a lado com a D.Ermelinda e o Sr Gracindo que pagam os impostos  todos, e, já nem forças têm para se revolucionarem.
Estes, nem cães têm (o chiwawa não conta).
 
Nem preciso ver a Casa de embrutecidos porque basta-me olhar à volta e ouvir/ver declarações, de pessoas que aparentemente leram uns livros e foram avaliados por uns professores de renome, escreveram umas coisas e têm responsabilidades públicas, a proferirem dislates e a tentar escapar por entre os pingos da chuva radioactiva e tóxica da nossa realidade.

“Estamos no fio da navalha e isto não vai lá com falinhas mansas”. Na mouche ó Carrilho.
Tu sabes do que falas não é? Isto a que te referes e, incluindo a tua pessoa, só lá vai (s) com chapadas e bombas.

Vês Cristas porque é que muita gente prefere encher a sua casa de animais? E tu ias ficar com os porcos!
Porque eles não falam e são uns queridos, sempre dispostos a suportar as queixas dos donos, que não podem ou não querem emigrar.


Sem pessoas, acaba-se a economia, estúpidos. E como todos sabemos que esta gente só está no poder e tem poder apenas, para soltar a franga atrasada mental que têm no interior, temos um país transformado num grande manicómio cheio de segredos.

Já tenho uma idade simpática e nada a perder. Vou-me inscrever nos mercenários anónimos, porque isto só lá vai mesmo é com bombas, digo eu.

Espalmei-me numa vassoura que voa a óleo das batatas fritas, a aguardar o agente de execução para me levar para Custóias. De lá, escrevo o meu livro de memórias, de quando vivia no inferno. 
Fo…-se!


quarta-feira, 30 de outubro de 2013

Na espuma dos nossos dias (e o vazio por ondas lusófonas)

Parcerias estratégicas que chegam ao fim, decididas unilateralmente, e, o vazio…
Processos de justiça sobre corrupção e lavagem de dinheiro na 5 a sec lusa que se encerram (deve ter ficado provado que são todos filhos inocentes) e, o vazio…
General angolano procurado pela Interpol e pela PGR o Brasil por tráfico de mulheres para vários países, e, o vazio…

Casos de submarinos submersos por desaparecimento de provas de corrupção e o vazio…
Casos de bancos falidos, revendidos e apenas pagos por uns, e o vazio…

Raptos, mortes e o cheiro fétido a morte vinda de uma guerra que ninguém quer, feita apenas com o sangue de jovens que eliminaram a palavra do vocabulário, porque já só existem bradas, e… o vazio…

(Como me disse uma mãe, em Sofala, antes de eu regressar de lá, depois dos 1ºs confrontos: “ já avisei o meu filho, que se a guerra começar, deve largar as armas e fugir”). Eu daria o mesmo conselho ao meu.

Em Bissau militares que desmandam, sugam, violentam os princípios básicos de um Estado, que se quer de direito e apenas mostra a cada dia que passa quão torto está, e, o vazio…

Drogas, diamantes, petróleo, todos têm a cor do sangue e, o vazio…
Brasil, Cabo-Verde,Timor também não escapam aos crimes contra a humanidade e, o vazio…

O vazio no banco dos réus.

Somos mesmo uma latrina, (como diz uma amiga), mal frequentada (como dizia Eça) que cheira a fedor…(não é engano)

Salvam-se os povos, que estão inquietos e avassaladoramente mergulhados em merda e, sem culpa formada. 
Ou sem responsabilidade pelo carácter das suas cúpulas.

Aproveitemos a liberdade que nos resta aqui, e aquela que se pode ter nos outros países, para usar o mesmo fervor a defendermos as nossas Nações e cidadãos, como aquele que usamos para defender os nossos futebolistas e clubes.

Ou merecemos este cócó todo.

Na espuma dos nossos dias

Ilusões sobre a forma actual, global de fazer politica, sobre a maioria dos políticos e do sistema corrupto (média e justiça incluídas) já poucos têm. 

Mesmo os analfabetos funcionais as perderam. Mas ilusões da capacidade de muitos homens terem uma praxis que os leve a outro caminho (paradigma) e façam uma escolha diferente, essa não se perde. 

Os escravos modernos a viver na pretensa democracia que somos hoje todos nós, aspiramos, através das ilusões a parir outro mundo. Quem sabe. Eu como a Alice, vivo na ilusão da maravilha, do ser que ainda se vai fazer novo.

Passando os olhos pelas noticias quer-me parecer que a terra saiu do seu eixo. O planeta está virado de pernas para o ar, em desequilíbrio e que faz subir o hidrogénio para o lugar do oxigénio, envenenado as cabeças pensadoras e as praxis de homens, incluindo os que têm responsabilidades, que ditam e fazem leis. Aqui ou globais. Contra qualquer ser. A estes digo, cuidado com o karma.

Alguém me avise quando a lei for para queimar de novo bruxas nas fogueiras, por festejarem o Halloween ou ler cartas de tarôt, para me vestir a preceito e deixar comida aos 6 chiwawas( equivalentes a 4 cães e 2 cágados cá em casa).

Entretanto vou ali preparar a minha abóbora, cultivada no meu poliban e já volto.