Mais
uma vez aconteceu a magia da TribU alargada a quem ainda não conhecia o livro.
Graças ao Livro das minhas Viagens recebi a apresentação requintada do Jacinto
Furtado (fiquei orgulhosa), da música da minha Yara Cândido que a
cada dia a admiro mais como
artista e como pessoa e da minha muito querida Anokha Dance que é
maravilhosa a dançar e como amiga. Agradeço. Ao meu irmão Paulo Brito E
Silva que me emocionou a ler. À organização impecável da Rosângela e da
Patrícia no C.Cultural agradeço. O carinho de todos esteve sempre no ar, assim
como a informalidade e o riso fácil. Orgulho na minha triBU. Obrigada a todos
por terem ido apesar do inferno de calor. Parecia que tinha regressado ao norte
de Moçambique. Marta Martins e genro, Lara Évora, Lutcha Santos, Miguel Costa
Vaz, Clara Esteves e querida amiga, Luisa Silva e maridão, aos artistas e
amigos que lá estão a expor e fizeram questão de assistir agradeço com o
coração. Hoje estou mais feliz e em paz. Foi a conclusão de momentos magníficos
que vivi nestas apresentações com pessoas lindas. Ficam aqui os 1ºs traços de
imagens já no final da festa. Os livros não têm groupies nem arrastam multidões
mas eu posso declarar oficialmente que os meus traços arrastam uma triBU. O meu
coração bate junto com cada um, os de hoje, os de dia 7, os de dia 28 de
Fevereiro e de todos os que não puderam e queriam mas estão longe e os que não
puderam com pena de não estarem presentes.
domingo, 15 de junho de 2014
quinta-feira, 12 de junho de 2014
Nova Viagem
Sempre a mudar é a minha constante forma de
estar.Porque nunca acabo, liberto o meu cadeado e vou-me viajar,
num refúgio da serra.
De lá continuarei a dar luz a escritos sobre papaias, medronhos e outras obscenidades
e o que mais me inspirar.
A tornar mais leve a minha passagem por esta terra porque a alma se desassossega quando está sem dançar.
Até já.
Lá !
Dia 14 nos Olivais é o último momento de apresentação em Lisboa dos meus traços, já com o rumo guardado nas coordenadas do meu GPS para nova paragem na viagem da minha vida.
quarta-feira, 11 de junho de 2014
Mudam-se os tempos… Camões e as letras.
Na espuma dos nossos dias,
Nestes tempos escrevi um livro. Ou
antes, escrevi crónicas ao longo de 12 anos que uma editora quis transformar em
livro. Eu agradeço. Mas não se vende. Como deveria. Escrevo muitas outras
coisas. Escrevo o que me apetece. E muito mais gente escreve. E deveríamos
poder publicar e vender. Nestes tempos como em todos.
As letras têm pés para andar, mãos
para as agarrar mas faltam-lhe solas para as calçar de solidez. Antes de se
evaporarem num ar que se lhes dá. Como nos querem. Desaparecidos no nevoeiro.
Ignorantes e sem dinheiro para comer. Nem sopas nem letras.
Ando por aí a fazer apresentações do
livro e outros escritores também. Mas não vendem. Porque as letras não se
comem. São alimento para outros fins. Os do espírito e da alma. Os últimos a
ser queridos. Não aconchegam o estômago. Como “eles”, os que nos condenaram a
esta morte, nos querem fazer acreditar.
Sei o que é andar feliz por ter
encontrado no meu gps as coordenadas para me “pirar” de vez em quando. Ando
mesmo. Para não me pirar de vez. Da cabeça. Como diz uma piada que encontrei
por aí nas minhas leituras diagonais.
Piro-me quando me junto com a tribU
que me acompanha neste caminho onde andamos todos sem bússola, nesta viagem sem
destino. Para não pirar. Não conseguimos prever, imaginar ou sequer planear
qual será. A quase todos nos falta esta segurança. O que vai ser de nós?
Estamos no meio de um nevoeiro cerrado, debaixo de uma chuva torrencial que
enlameia o caminho e nos deixa cegos.
Mas com frequência caio no chão. Como
chegámos aqui? Os lusitanos de reformas miseráveis ou outra gente normal, anda
com a tensão arterial a baixar perigosamente e, a pressão a subir
vertiginosamente.
Que vai ser de nós gente que
trabalha nas artes, gente que trabalha nas fábricas, gente que trabalha, gente
que quer trabalhar, que precisa de trabalhar? Gente que precisa de se sustentar
para viver, para respirar, para pagar medicamentos, para se poder pirar de vez
em quando? Somos cada vez mais, gente normal, que nada tem. Que desmaia com
fome. Que fica sem poder ter nem letras, nem sopa.
Somos uma manta de retalhos de gente
a ficar velha, que entre santos populares e festivais de verão está deprimida, esfarrapada,
com borbotos, coçada, com insónias, desesperada, com falta de soluções, falta
de dinheiro, falta de trabalho estável, de separações familiares, de violência,
de psicoses, de noites sem dormir, com falta de saúde, com os nervos à flor da
pele. De gente que já dorme em cama de espigões. Quase a pirar de vez.
Quo vadis Ítaca minha, Portugal meu
e de Camões? Tens de te cumprir! Não me deixes pirar sem te ver irrevogavelmente
mudar!
Mudaram-se os tempos, para os piores
tempos da minha vida, mas a minha vontade não muda. A de mudar estes tempos.
terça-feira, 10 de junho de 2014
14 de Junho Apresentação do meu livro em Lisboa
Dia 14 de Junho está à porta
Mais uma apresentação dos meus traços
Mais uma apresentação dos meus traços
pelas mãos de Jacinto Furtado na
condução da mesma
Ligo o GPS que me conduz de encontro
a mais um momento no meu caminho feliz.
Todos os amigos estão convidados para mais uma comunhão do hino que letras e música que vai acontecer no centro cultural dos Olivais às 17:00 do próximo sábado.
Todos os amigos estão convidados para mais uma comunhão do hino que letras e música que vai acontecer no centro cultural dos Olivais às 17:00 do próximo sábado.
No dia 7 de Junho, na Biblioteca de
Santiago do Cacém, apresentei o livro.
Eu sou fruto de todos vocês meus
amigos e apenas fiz o que disse, cantei um hino à amizade feita de letras e
música, na viagem da vida que tem sido repleta de amigos como os que tenho.
Nesta apresentação regressei a casa.
À minha TribU. Obrigada
a todos presentes e ausentes mas com a sua presença marcada no espírito.
Estas foram as palavras que li depois da apresentação por parte da minha amiga Paula Moreira de Carvalho na página do Facebook ” Parabéns Be! O despojar da forma em detrimento do conteúdo, o intimismo, a naturalidade com que falaste do livro que ainda não tive oportunidade de ler deixaram-me estarrecida! Orgulhosa da tua raça, fibra, coragem... Sem palavras... Pareceu-me ver Caeiro a passear o seu rebanho e a amar o que vê, porque amar e sentir com os olhos!
Obrigada por este mágico momento:-)"
Eu é que estou grata a todos.A quem ajudou a transformar mais um momento em magia.




terça-feira, 3 de junho de 2014
A pobreza é um grande negócio…e a política também
Na
espuma dos nossos dias,
Hoje
vou usar clichés (chavões, fórmulas batidas). Porque sim. Sobre a pobreza, o
futebol, e esalterismos. No nosso mundo aqui e lá. Onde quer que lá seja.
Cliché;
Aqui uso-os porque estou segura de que são passos que vão de encontro a portas
escancaradas para a corrupção e de costas voltadas para a realidade do mundo
que se encontra do avesso. Vantajoso apenas para a equipa deles.
Cliché;
no Brasil o dinheiro de impostos dos contribuintes paga os estádios do Mundial.
Num país com fome de tudo o que é essencial. Num país que o está a contestar. As
receitas vão directamente para a organização do evento e para as corporações
privadas envolvidas. Esta é a lógica do negócio. Vantajoso apenas para uma
equipa.
Cliché;
Enquanto o povo liberta as energias libidinosas e futebolísticas como sabemos
que vai acontecer, não as reprimem e nem as canalizam para o que precisamos de
facto: uma revolução. Vantagem para a equipa deles.
Cliché;
Como é que podemos ser um mundo unido e uno se o meu irmão africano, índio, cigano,
português, grego, espanhol, ucraniano, se suicida ou morre simplesmente por
falta de comida, de água, de casa e de se encontrar a si próprio, génese da
vida dos humanos? Se faltar pão, água, medicamentos, cadernos, vamos aos
estádios pedir ao Deus FIFA que nos acuda.
Se
não pensarmos nem agirmos a vantagem é da equipa deles.
Cliché;
a dívida do nosso país aumenta, a corrupção continua, os interesses
movimentam-se, as liças políticas tornam-se bem porcas e não vejo saídas limpas
em lado algum. Vantagem da equipa deles.
Cliché;
nesta sociedade de irresponsabilidade ilimitada entre os hábeis e gananciosos,
o polvo é sempre quem mais ordena. E nós consentimos. Como povos pouco evoluídos
que somos. Seguidores dos gurus do dinheiro. A equipa deles mantém-se em
vantagem.
A
menos que usemos as palavras do hino deste irracional mundial de futebol no
Brasil ao contrário do que elas supostamente querem dizer, para combater o
capitalismo intensamente elitista e selvagem que comanda a nossa vida, no lugar
dos sonhos. Lá, cá e onde quer que seja lá. Para nossa vantagem.
É
o meu mundo, o nosso mundo e o mundo inteiro deve estar unido nesta luta. Convoquei-me
para esta “welfie”.
Como
ouvi de uma irmã: “agora pensem”:
“"Tonight watch the world unite, world unite, world unite
For the fight, fight, fight, one night
Watch the world unite,
Two sides, one fight and a million eyes."
"It's your world, my world, our world today,
And we invite the whole world, whole world to play."
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