segunda-feira, 26 de agosto de 2013

A minha inocência deixou o edifício




“Quem me leva os meus fantasmas, quem me salva dessa espada, quem me diz onde é a estrada”
Pedro Abrunhosa 



Que me perdoem os muito religiosos venham de onde vierem. Temos a alma vendida! A minha inocência deixou este edifício. Ou como diria o Laurodérmio em americano: my innocence has left this building.

Se não me quiserem perdoar,tanto faz. Não perco a minha tranquilidade. Perco-a sim, ao ouvir/ver como vai o mundo. Alguém me explique o que não entendo.

Da árvore das maçãs, há umas, bastantes corrijo, muito podres.
De uma árvore mal “enjorcada” não se podem esperar frutos decentes. Por isso julgo que a árvore está muito podre. E vem bem do seu âmago.

Do uso de crianças numa guerra química, à manipulação da comunicação social, à Igreja católica cheia de pecados sobretudo contra crianças, entre outros, aos hábitos trágicos muçulmanos contra mulheres, entre outros, à violência contra animais, aos interesses económicos,bélicos e financeiros por detrás desta vaga de violência generalizada.

Como o são a austeridade, a corrupção, a má governação, a fraude e outras violências transversais ao mundo.
Não têm em si um pingo de humanidade. Aliás, encerram o maior desprezo pela mesma.

Não há Deus que aguente tanta merda.Tanto crime contra a humanidade.

Pare-se de invocar Deus. Acabem-se as religiões. As seitas e as organizações em nome de qualquer coisa inventada e mística.
Acabe-se com tanta hipocrisia e displicência em nome de Deus.

Que a existir, a esta hora deve estar a abanar os longos cabelos e a coçar a barba de pasmo. Já nem vontade deve ter , de sequer ir à pedicure cortar as unhas dos pés.

De desgosto por tanta barbárie contra os humanos. Vinda dos próprios. São os homens os responsáveis! 
Criados à sua imagem e semelhança? Versão com defeito, talvez.

Às vezes vem a ceifadeira, leva uns quantos da classe dos maus e, leva muitos dos seguidores dos bons. No entanto deixa demasiados maus, impunes, e, ficam uns poucos bons, sem bússola.

Afinal qual é o critério? Perguntam-se os que como eu, querem saber as razões desta razão de factos.

Nem sabemos nem muito menos conseguimos entender  as “nobres” razões da selecção. Nascemos todos para morrer.

Cometem-se as piores ignomínias, muitas em nome de um Deus qualquer. Para um dia dizermos adeus ao que deixamos do lado de cá, que não nos serve para nada no lado de lá.

Os homens fazem as leis. Para trazer ordem ao caos. Mas vivemos no caos das leis desumanas dos homens. Com ou sem leis.

O aborto de sociedade que nasceu como consequência de todos estes erros,é o maior erro da raça.

Às más leis, não podemos nem devemos obedecer. E as más leis são uma permanência nos nossos dias. Só nos resta um caminho. Suspender o poder que damos aos homens.

Se isto é uma guerra sem tréguas entre Deus e o Diabo, o Diabo está em clara vantagem. Conseguiu o maior remix, que nem a imaginação mais Tarantino conseguiria visualizar. Sem direito a tie break. Em americano laurodérmio: desempate.

Mas deveria ser por algum bem maior. Pensava eu quando era inocente. Mas perdi o guião.


Por isso, rogo a Deus, a um qualquer, como estamos todos a ensandecer, protege-me também dos teus seguidores.


Maria Bethania interpreta Pedro Abrunhosa na canção que inspirou o centro deste texto

https://www.youtube.com/watch?feature=player_embedded&v=d1cXwOsquXI