quinta-feira, 16 de janeiro de 2014

Paralisamento




Na espuma dos nossos dias,

Para quando o resgate da Nação como um colectivo?
Estamos como na imagem. Congelados. Não pelas baixas temperaturas, mas pelo degelo que se abate nas condições de vida austeras da grande maioria de todos nós.
Já mendigamos, mas não agimos. Por paralisamento.
No cérebro.
Liguei para o D.Sebastião e ele explicou-me as razões de não ser ele a vir ajudar. A sua resposta foi:
-sempre quis fugir da minha ascendência. As gentes eram tão enfezadas…e continuam…enfezadas sabe? No cérebro.

Sabia que um dia poderiam aparecer poços em Boliqueime que dariam origem a chernes, filósofos manhosos, coelhos, portas, seguros e tantos outros tristes palhaços.
Não era o meu circo. Não gosto de bichos em circos. Sou uma pessoa sensível.

1º liguei para o Burkina Faso e depois para Trinidad e Tobago. Mas já lá tinham gente a mais e rejeitaram o meu pedido de asilo.
Só Alcácer Quibir me aceitou. Inventei uma guerra e aproveitei o nevoeiro.
Fiz o mesmo que o Fernando Tordo e mais 200 mil. Nem anunciei.
Bazei com o meu cavalo e trouxa. Pouca coisa para não me atrapalhar na saída, nem quando o SEF me viesse revistar. Lamento o que estão a passar mas eu nem quero saber.

Cuidem-se. Peguem em pás como vi um retrato da padeira. Também li numa rede social que o tio D. Carlos borrifou-se no reino, só gostava de ler e caçar nem fazia mal a ninguém, e, tiraram-lhe a marmita.Tadito.
Eu não volto mesmo.
Ou se resgatam sozinhos ou então voltam a usar lenços pretos na cabeça, bigodes e a usar selhas para lavar os trapos em 4ª mão.
Fecham os restaurantes que vendem leitões e cobram doses a mais aos políticos (o que me deu até dor de barriga de tanto rir), a família Carreira muda-se com malas L.Vuitton para o Olimpia, e, os artistas mudam todos de nacionalidade.
Os mais novos aprendem alemão e ficam aí apenas os palhaços.
Digo eu, que aprendi algumas artes de adivinhação a ler nos grãos de areia do deserto. Tenho dito! 
Ele, D.Sebastião!