sexta-feira, 6 de março de 2015

BASTA- Contra a violência doméstica

BASTA
Violência doméstica
Em legítima defesa…
Quase em poesia …
Uma história de violência:
Prometo amar-te…
Até que a morte nos separe!
Diz o marido à mulher,
antes de a violar, maltratar e…matar.
A violência no casamento
nascida de profundos complexos de inferioridade
dos que ignoram por dolo ou negligência, o direito à vida
Que levam uma alma a partir de si
A ir sem mais poder regressar. Da vida.
Que roubam o direito de rir.
De amar e de se dar.
De poesia escrever.
Roubam o direito de cultivar a terra
E com a imaginação a arar,
para ver sementes sadias nascer.
Roubam valores sagrados:
o amor, a esperança, a dignidade, a bondade, a espiritualidade.
Pois conheço uma solução:
Faço o que tenho de fazer,
não largarei as canelas de quem há muito
perdeu a graça com tamanha negação
ou nunca a teve.
E quer continuar inferiorizado.
atolado no seu campo de guerra
refugiado.
Ofereço-lhes lágrimas
saídas de um estômago em convulsão pelas gargalhadas.
Mesmo que em agonia
a quem me escraviza e me dominam através do medo, do terror.
Com o ódio insano pela minha existência
Com a violenta insanidade
de me querer arrastar para o delírio,
contrário ao terno que a vida pode ser?
Morrerei sim
Mas depois de me defender
Utopia !?
Sim, no caminho para o meu encontro com ela,
o meu destino final, o meu sentido a minha direcção,
apenas com o amor que carrego no ventre da minha humanidade,
contra a desumanização
contra a imitação de comportamentos grotescos
que não me conduzem à evolução
Viverei para matar a violência e a morte gratuita.
Prometo sim, nunca vos matar com uma bala
Do lodo nutrido pela água e pela terra,
trazendo apenas o amor de uma gota do oceano
Eu mulher vitima de violência
sou todas as gotas do oceano feitas vida
Com as palavras
que a inspiração me depositar num cesto,
na minha janela
em nome de um
por um todo comum,
visto-me com o gorro do fanatismo da bondade,
calço-me de paixão pela justiça,
junto-lhe as luvas do extremismo da compaixão
e combaterei
defenderei a liberdade, o riso, a vida,
De pé,
em legítima defesa.
Contra a violência
“Só há uma maneira de comer um elefante: um pedaço de cada vez” ditado africano. Cada acção por mais insignificante que seja, conta para que aconteça uma mudança.
Pintura de Sidney Cerqueira. Para acabar de vez com a violência doméstica