domingo, 1 de março de 2015

Irrevogavelmente contra


O país (que são as pessoas) não aguenta tanta "normalidade" na extorsão e usura em livre-trânsito, sem ir parar numa cadeia que venha a ser Património da memória da Humanidade.

Somos um reino de trogloditas  jactantes cegos, surdos, mudos e condecorados por trogloditas jactantes cegos, surdos e mudos que cumprem bem a missão a que chamarei trogloditismo premeditado, eficaz e sem falhas. A missão de destruir um país e fingir que se veio só assistir à jogada é sim possível. Um jogo de lerpa fácil.
Com a entrada no Euro sem referendo nem licença, de onde a saída se tornou inevitável (quero dizer mesmo irrevogável,  e, apenas se adia a data), atiraram um milhito aos pardalitos para se calarem contentes. Atiraram uns bifes às onças e raposas para deixarem as portas do galinheiro abertas.
E com esta fábula venceram.
Como é inevitável e óbvio (espero que a nação não se veja atacada por Alzheimer à semelhança dos palhaços de serviço) e que nenhum ps com ou sem d, ou esta coligação tenha possibilidades de se voltar a sentar no poder tão depressa, espero que todos caiam da cadeira.

Para todos eles passou a ser normal serem cegos, surdos e mudos sobre as suas próprias acções, dívidas, recebimentos e outras nobres manipulações que nos conduziram onde estamos.

É certamente para crianças a fábula, que nada tem de maravilha, onde coelhos e mais bicharada se atropelam em dislates: "não me lembro se recebi, não me lembro se fiz, se me disseram, não paguei porque não fui notificado, esqueci-me de pagar" ...

Ainda tenho esperança que um estúdio de cinema pegue nos argumentos produto da imaginação destes criativos empreendedores nas figuras de presidentes, ministros, ceo´s, conselheiros, políticos, deputados, banksters e comerciantes.

Estas onças, raposas e abutres apenas verborreiam barbaridades e anormalidades. E gostam de ser mais papistas que o Papa. Ou seja, mais alemães que o governo alemão.
Dito à maneira africana : culambistas.


Da minha avó ouvi e interiorizei o ditado : "quanto mais nos baixamos, mais o cu aparece". O nosso há muito que está totalmente descarado.

Importante aprender sobre esta lição.

Obrigada Drª Raquel Varela, por ser mais uma voz a dar uma voz pedagógica. Que nos anda a ensinar História e outros assuntos (retirei este artigo do facebook da Drª Raquel Varela)

"Aqueles que têm medo de sair do euro - ou, para sermos mais exactos, acham que adiar esse facto inevitável é menos mau do que sair já (eu sou dos que pensa quequanto mais tarde colapsar o euro, que é inevitável, maior vai ser o problema porque até lá vai-se destruir ainda mais os países do sul), deveriam saber que nós não estamos bem no Euro, estamos num marco não flutuante. Aliás, as nossas notas de euro não são iguais às notas de euro dos outros países, nem as moedas (mas isso é visível a olho nu). O euro permite à Alemanha exportar, com o dobro da nossa produtividade que tem, para países com moedas fracas, seria impossível à Alemanha manter de outra forma a sua politica exportadora. O Euro é um marco alemão, só que é não flutuante. E as notas estão todas numeradas, de tal forma que o que está na nossa mão tem um outro "valor" real. Não vale sequer a pena guardarem as ditas no colchão porque quando o euro rebentar, numa próxima crise cíclica porventura, o que vamos ter é "escudos", "dracmas", porque está lá na nota um numerozinho que faz corresponder o papel ao valor real da produtividade de um país baseado numa escolha politica que promove o desemprego, os baixos salários e a concentração de riqueza. A União Europeia tens este nome simpático, a que associamos o fim da autarcia, mas quem defende uma Europa Unida hoje não pode defender nem o Euro nem a União Europeia porque esta união é a mais acirrada competição de povos que existe neste velho continente desde 39. Na verdade a UE está a isolar-nos da Europa a uma velocidade regressiva tão elevada que temos dificuldade em olhar todos os dias o que nos afasta cada vez mais da Europa, com que sonhamos, e ainda bem, viver em paz e em cooperação, livres entre iguais. E é possível fazê-lo, mas terá que ser pelo lado dos povos. Será impossível pela mão do BCE e dos Governos europeus.
Ler mais: http://bancario.pt/historia-do-euro/#ixzz3StMv00FO
«Notas de euro portuguesas
Contrariamente às moedas de euro que possuem reversos característicos de cada país, as notas são homogéneas em todas as nações que aderiram à divisa única, havendo apenas uma simples identificação do território que as colocou em circulação no código gravado em cada uma das notas emitidas.
Não obstante da inexistência de versos particulares de cada elemento da Zona Euro, um outro aspecto fundamental para a aceitação das condições que permitiram implementar a moeda comum foi a gestão de valores, controlada pelo Banco Central Europeu (BCE), instituição a quem compete vigiar as emissões, sobretudo de notas, pois é relativamente a estas que existem mais restrições para evitar a contrafacção.
Segundo o acordo ainda vigente, as notas de quantias maiores só podem ser emitas por nações com economias prósperas e fortes índices nesta área, mas principalmente quando esse critério se articula com os salários médios nacionais. Quer isto dizer que a produção de determinados valores está vedada a certos países, sendo que no caso de Portugal a limitação é face às notas de 200 e 500 euros, as quais não podem ser emitidas neste momento sob as insígnias da República Portuguesa.
Quanto à circulação, não existem restrições territoriais, o que significa que também nos países sem direito à emissão de algumas notas aquelas são válidas, assim como nos três Estados do Velho Continente que possuem acordos para a utilização da divisa única (Andorra, Kosovo, Mónaco, Montenegro, São Marinho e Vaticano). Desta forma, mesmo com a limitação supra-mencionada o seu valor real mantém-se igual em qualquer das nações que tenha aderido à divisa comum.»"