sexta-feira, 22 de maio de 2015

Deixemos de alimentar os medos

Não procuro respostas
as minhas perguntas 
são a minha força permanente
são o infinito onde me perco
a viagem onde me reinvento
neste destino que tarda
ou que nunca vai chegar
porque em nenhum destino
nos conseguimos encontrar
não deixemos
que nos transformem
em águas de um lago sem vida.
Não quero um mundo uniforme
não quero um mundo de gente igual
pintado com a mesma cor
não quero
um mundo descolorido
por obedientes
de gente que se deixa pisar
de gente que se vende
de gente que não se sabe amar
de gente despida de poesia
de gente que se deixa ridicularizar
gente que reverencia
e deixa controlar
de gente que quer apenas dominar
o que a rodeia
em lugar de com o que a rodeia
se harmonizar
Que mundo este
que me acende os sentidos
mil vezes ao dia mais cento
e me faz os punhos cerrar
por tanto ter
amor pela sua beleza extraordinária
e raiva mal contida pela violência que alberga
por causa desta gente que se prefere desalmar
em lugar de se desalmar
para gente ser


http://www.infogrecia.net/2015/05/glezos-vamos-dizer-a-estes-tubaroes-que-nao-temos-mais-sangue-para-lhes-dar/