sábado, 16 de novembro de 2013

Na espuma dos nossos dias, Multiculturais e em prisões.

“Plantei uma árvore sem água para a regar”.
Mas Portugal ainda pode ser regado, nem que seja pela ilusão de muitos milhões.

Dizem que as prisões suecas estão vazias por falta…de criminosos.

Vou ser empreendedora e constituir uma empresa unipessoal para aumentar o pib, agora que estamos a sair da recessão. Com o CAE 115: exportação…de políticos, banqueiros, ajudadores da pobreza e outros quid genitus.

Ou, farei de uma cela sueca a minha sede e ajudarei a exportar todos os portugueses que quiserem ir morar comigo, por desobediência patriótica. Os golos do CR7 até terão outro sabor.

Saramago dizia que somos através da Língua, “um corpo espalhado pelo mundo”.
Pedro Ayres Magalhães-Madredeus resume-nos a História da Nação com 900 anos, como um país “ fundado com um filho revoltado contra a mãe e, o Brasil ganhou a sua independência com um filho revoltado contra o pai”, chegou a hora de empreendermos pela alavanca do abandono dos verdadeiros miseráveis, que são estes descendentes de uma família disfuncional, deixando morrer à fome de impostos a classe mencionada em epígrafe.

Não quero continuar a ser tratada como uma máquina na prisão em que nos encontramos.
O progresso faz-se lentamente e as pessoas estão a acordar devagar. Não me interessa mais ver a corja passar e esmagar os meus direitos.

Deixo de novo e sempre as palavras de H.Thoureau “num governo que aprisiona qualquer pessoa injustamente, o verdadeiro lugar de um homem justo é também uma prisão”.

Um cidadão português Ivo Margarido foi constituído arguido por razões políticas. Em Novembro de 2013, século 21, era digital e numa União da Europa, pensada para unir e salvaguardar milhões de cidadãos multiculturais.

Se for necessário, para não pactuar com leis injustas, vamos nós encher as prisões de arame farpado e deixar cá fora apenas os verdadeiros ladrões.

“Este mundo de merda está grávido de outro melhor” nas palavras de Eduardo Galleano, nem que seja porque confio nas leis seguras da natureza: tudo começa e tem um fim.


Só nos falta juntar as parteiras.