terça-feira, 4 de março de 2014

Cultura, empatia,tribos




Um dia quis saber,sem formular a pergunta, de que forma poderia cultivar na minha vida, as diferentes formas de amor e ir buscá-lo a diversas fontes.
Nasceu a tribo, as diversas tribos,compostas por pessoas que partilham comigo momentos e viagens passadas, presentes e certamente futuras.
Uma tribo de alguma maneira ilimitada, parte de um espectro mais vasto que uma pequena távola redonda.
No curto espaço de tempo que dura uma vida, “não a queremos fútil,inútil nem superficial”. Queremos que importe. Queremos ser importados para a vida dos outros. “A vida pode ser curta,mas não deve ser pequena” (M.Cortella).
Nutrir-me e nutrir outras pessoas.Experimentar “calçar os sapatos de outros”. Comecei o jogo da empatia que é um jogo que dura uma vida. Que pode ser curta mas não pode ser pequena.
A viagem experimental que George Orwell definiu como a “viagem mais estimulante” que nutre a curiosidade do espírito dos homens e o enriquece é a da empatia.
Como ele define, a minha próxima viagem não será ao lugar mais exótico, mas será na empatia que criar com os meus próximos,ou os desconhecidos que cruzarem a minha vida.
No rescaldo do lançamento, a empatia com base na nutrição, ou, nutrir com amor a empatia, tem sido a minha resposta à vida que me foi oferecida com as pessoas que me foram emprestadas.
Criar com elas várias tribos, com o sentido Ubuntu de tribo: só posso ser feliz se todos estiverem felizes. Fui muito feliz dia 28 de Fevereiro pelos laços que nutri e criei e, que estiveram presentes. O que dei agora é de todos. Divirtam-se com o fruto. 
Um sucesso de vendas, uma tribe jam session fantástica, e, uma tribo fabulosa.
Após uma entrevista muito gira com a RDP África e com a Rádio Macau, no programa Rua das Mariazinhas, agradeço profundamente a todos. Próximo domingo estarei na Rádio Renascença no programa Portugalissímo.
Se ainda não falei com cada um pessoalmente, foi porque me envolvi num abraço apertado e nutrido de vírus com uma gripe violentamente possessiva.

Num país que por interesses obscuros e perversos quer matar a cultura, tão bem entregue nas mãos de tanta gente talentosa, prometo não deixar o “samba morrer”, nem as letras, nem as formas de arte que confluíram no dia 28, deixo um pensamento:
"Cultura é o amor ao saber, o esforço contínuo para desenvolver a educação científica, artística e literária, a protecção aos que sobressaem pela inteligência. Há países que têm muita civilização e pouca cultura"(Antenor Nascentes).