quarta-feira, 12 de março de 2014

Quem lucrou com a escravatura? Quem lucra com a actual escravatura?



Na espuma dos nossos dias,

Como aprendi nos policiais: procure-se o dinheiro. Tem rasto e tem dono.

Mas quem é que ainda não percebeu, quando os comentadores com um ar muito pesaroso vêm dizer que devemos e temos de pagar, senão morremos todos, que só podem estar a dizer palhaçadas.
Eu já só consigo sorrir com a imaginação deles e os seus números inventados. 

Até o palhaço exonera quem assina papéis a dizer que a dívida é impagável. Perceberam agora…finalmente! Sabemo-lo há algum tempo a esta parte, digo eu cheia de filosofia de bolso, licenciada por equivalência da wikipédia.

Que enorme descoberta, digo eu e mais uns quantos. Para começar, morremos todos. Vamos todos morrer e sabemos isso desde sempre.
Bonzinhos, palhaços, cheios de guito, panteáveis, ministros, com ou sem licenciatura, morremos. Zás!Tomem lá a novidade.

Mas esta coisa de dívida, dinheiro, lucro, “onde está o dinheiro” ou onde pára o dinheiro e já agora também a polícia, leva-me ao tema da escravatura. A nova. Da dívida. 
Da falta de trabalho, consequentemente de dinheiro para pagar do básico ao restante, incluindo a dívida e fechando o rabo na boca da pescadinha, sendo reduzido a escravo.

Querem-nos bufos, mentirosos, emigrantes, burros, dopados, lobotomizados, vendidos. A sério? Em nome de um número inventado?

No mundo, segundo uma organização de direitos humanos, hoje há cerca de 30 milhões de escravos no planeta terra, vítimas de dívidas, de escravatura sexual, casamentos forçados, trabalho forçado, venda e exploração de menores. Vou repetir : 30 milhões.

Tenho até vergonha de escrever o número. Mas como eu, muitos pensam que somos mais ainda, os escravos da dívida, neste planeta com triliões de dívidas em dinheiro. 

Dívidas a quem? Só mesmo se for a Júpiter!

Há não muitos anos atrás, quase ontem, livrámo-nos da escravatura: a venda de seres humanos para servirem outros seres humanos, em trabalhos forçados, privados de liberdade e sem lhes ser dada compensação por esse trabalho.

Esta semana um grupo de 14 países caribenhos assinou um documento que irá fazer História. Vão exigir aos senhores que fomentaram a escravatura: Ingleses, franceses, portugueses, espanhóis, holandeses e de matriz judaica que sejam responsáveis pelas dívidas criadas por estes países, fundados através de mão-de-obra escrava e, obrigada a endividar-se desde sempre, dentro de portas e com o exterior.

Vão cobrar a dívida, aos que provocaram a dívida e responsáveis por ela.Aliás vão exigir as contas. Os países responsáveis pela escravatura devem bem mais a estes países, como acontece com povos em África, do que o contrário.

Ou o perdão da dívida, ou a transferência de programas de educação e qualificação, bem como de tecnologia para o desenvolvimento destes países. Ou ambos e também o regresso a África dos descendentes dos escravos. Sobre os programas de educação exijam-nos. Aplaudo.

Digo-vos eu, não se metam é nisso do regresso a África. África que também vendeu os seus filhos para a escravatura, já não é o que era antigamente. Vendeu-se aos novos poderes globalizados. Ao dinheiro, e à corrupção.

Como já percebemos atrás, devemos todos a Júpiter e não a empresas, corporações, multi-nacionais ou globalizadas, ou sequer a uns senhores engravatados que imprimem moeda e bebem bem, comem muito e fumam charutos e alguns têm nomes judeus.

Que são os que lucraram e lucram hoje com a escravatura. Os que detêm o dinheiro e nele mandam.

Estamos de novo a ser sujeitos a novas formas de escravidão, aliados aos 30 milhões que estão sujeitos a novas formas de escravatura sub-humana. 

Para mudar, há muita gente a fazer, de diversas maneiras, com meios e formas diferentes,
tantas quantos somos, a fazer acontecer para quebrar mais um ciclo de vergonha.

O conteúdo é comum. Fazer acontecer. Mudar para transformar o planeta.
Tu que escravizas, quem pensas tu que és?

Aos que lucram com a actual escravatura, ou com a do passado é a pergunta que deixo.

A Via Láctea é apenas uma galáxia no meio de milhões de galáxias. É nela que existe o pequenino planetinha Terra com uma estrelinha que lhe dá vida, chamada Sol.

Se isto não nos dá a dimensão da nossa pequenez e também de sermos gigantes, nada dá, porque estamos “ligados ao universo e ele a nós ligado”, mas somos apenas um grão de poeira mínimo.

Como os escravos do passado soltaram os grilhões, nós também o conseguimos, de muitas maneiras. Em nome dos que podem menos e precisam da nossa força. A força que nos vem do sol e da ligação entre todos.

E se alguém te disser que deves, responde: sim, vai cobrar a…Júpiter.