terça-feira, 18 de março de 2014

Pimbalândia Euro Fest

Na espuma dos nossos dias,

“Nossa que biolência”. 
Carago! 


Não queria escrever sobre este tema, mas ele é mais forte que eu. Por causa dos meus impostos indirectos. Pela morte anunciada da Nação. Porque há muitos e bons músicos que respeito. Só por estas razões, decidi escrever. E pela vontade que me provoca de bolsar.

Não me tramem. Os gostos também se educam sim!

Não vejo televisão, aliás nem sequer tenho aparelho. Mas na factura da luz pago a taxa do audiovisual para pagar os ordenados da RTP.
Repito, pensei que o festival tivesse falecido quando eu tinha 15 anos. Enganei-me. Está vivo mas não o recomendo. A menos que deteste mesmo o meu inimigo. 

Tudo está podre no Reino. Ao contrário, mau e sem nexo. Depois disto decrete-se o fim do mundo.

E nem com muito, muito, muito açucar a merda fica doce. Vê-se nesta coisa a que chamaram música, no festival mais pimba do planeta e que teimosamente não falece. Decidi que vou entregar o meu passaporte luso.

Temos ao comando da nave da pimbalândia, os zombies mais podres e broncos que nem o humor mais negro poderia inventar ou a educação limar. De Belém a São Bento. Há já uns anos que é assim. E também não falecem. 

Não admira que tenhemos o Emanuel sem Kant no apelido, mas que canta e produz o pior estilo já inventado de filosofia musical, como dono do dinheiro recolhido dos impostos que seguem para a RTP, e, como o escolhido pela dita, para oferecer o que de pior se faz por cá. É igual a pisar bosta sem relvas para poder limpar. 

A receita é básica e nem precisa de bimby. Já é bimba por natureza. Junta-se 1 nota musical a uma voz de sonoridade de cabaret, uns tecidos cortados apenas com uma medida, a muito curta, também de postíbulo, onde se mostre muito e se insinue muito sexo, na letra e na roupagem. 

Deixa-se a nudez fermentar no varão e já está. O rei e a rainha vão nús. Assim são as tendências. 

Até que o bom gosto venha a imperar.

Aposto que a “coisa” vai facturar rios de notas de euros nas feiras, nas festas de emigrantes, nos festivais de verão das terras do interior e nos programas da RTP pagos por nós. Como aliás a moda impera nesta coisa das cantiguetas e partenaires do crime de mau gosto.
A vestir canções e a despir cançonetistas do varão. Para usar no e nos festivais de verão.

Se algum finlandês, holandês, italiano ou qualquer outro europeu se cruzar comigo e se descozer a rir quando ouvir o uaué da coisa, eu digo que sou da Patagónia.O ruído do gelo das neves a derreter assemelha-se mais a música. 

Naturalmente que esta "coisa" não me representa, como os broncos não o fazem. 

A “coisa” representa a taxa que somos obrigados a pagar para podermos viver acima da possibilidade de homem das cavernas e beneficiar desse grande invento que é a electricidade. E julgo que isso deve ser tipificado como mais um crime, atentado ao pudor, ou acto terrorista.

Apelo também aos músicos africanos. Criem uma petição para não autorizarem o Emanuel e outras pirosas a apimbalharem ainda mais o kizomba. Digo eu que sou contra o estilo pimba, ainda para mais se este for apimbalhado.Na música e na moda. 

Em qualquer área da vida, quem tem talento não precisa de se despir e sugerir que por baixo do pano há mil prazeres para descobrir. Não há. Só tristezas destas.

Tal como os broncos políticos que nos andam a apimbalhar o já país pimba. Não, não quero ser tua! deste país !

Reproduz-se a lei de Murphy: se alguém pensava que não podia haver pior nem mais podre do que está, na pimbalândia da zona europeia, este fest com esta “coisa” prova o contrário.