terça-feira, 14 de outubro de 2014

Porquê a criatividade?!

Busco a excelência da Humanidade ?! Do Homem?! A minha?!
Porque crio? 
Porque é um objectivo elevado?! Porque é o objectivo da Humanidade!?
Muito mais alto que um Homem só. 
Por isso todos somos necessários. E todos estamos ligados. 
Como num livro, no final as estórias interpenetram-se, completam-se e conjugam-se. Escrevem-se no singular. Concluem-se no plural. 
Imprimem-se em nós.
Criamos como expressão para romper as defesas as defesas que nos impedem de nos auto-conhecermos?!
Crio para sentir. E saber que sou livre. 
Ou sinto para conceber?! Num acto de liberdade?!
Na busca antiga pela dignidade do Homem, o próximo acto de criatividade pode trazer a resposta...
Continuo a busca. Continuemos a busca.
De cabeça para baixo. De costas. Olhando em frente o que me observa. Ou às avessas.
Em perfeita similitude com um relacionamento,
Assumo um compromisso com a paixão
mantenho algum decoro e desapego com o conteúdo, para que a forma se molde em liberdade,
essa mesma liberdade que deixo com o objecto que trago à luz e me cria nova
que me faz ser a beneficiária de um orgasmo
de sentimentos e emoções surpreendentes que me possuem e completam,
através dos conflitos e das ligações que dentro me despenteiam, irrompem e tomam lugar
quando se disputam.


Um dia, a minha busca ser-lhe-á entregue a ela. E a ele. Ao meu sangue.
Continuá-la-ão em seu nome.
Notas individuais que se transformam numa canção. Com vozes em uníssono. De busca.
Como forma duma impressão, 
numa expressão pela excelência.
De uma nova dignidade. 
A da Humanidade.