terça-feira, 25 de novembro de 2014

Educação, cultura, tempo, corrupção


Como dizia Agostinho da Silva: “Educar é podar”.


Cultivar é educar. Mais que uma soma de saberes, uma acção ou um poder é o tempo que deixamos que uma semente germine e frutifique no espírito. Como na natureza.
O tempo, nos ciclos da natureza, vem nos educar sobre como cultivar.
É dele que as raízes precisam para criarem laços firmes e sadios com a terra.
É dele que os troncos precisam para se fortalecerem e conseguirem ser o apoio dos seus frutos.
É a ele que os frutos verdes se abraçam até se tornarem maduros.
O agricultor vai podando, para melhorar o trabalho do tempo.
Uns caiem podres com a dureza das estações no crescimento. Outros manifestam a pureza da leveza da alma florescendo viçosos.
Assim somos nós. Todos. Respeitando cada ciclo do tempo.
Assim nos vamos construindo individualmente. Com o tempo e os seus ciclos de crescimento.
E com tempo construímos o colectivo.
A razão para não conseguimos respeitar os ciclos do tempo, e, nos tornarmos árvores com frutos sadios é a corrupção sistemática.
Criada pelos homens.  
É a maior guerra que temos de enfrentar para combater a pobreza, a miséria, a fome, a violência dos nossos dias.
Pode ser desfeita pelos homens.

Através da cultura do espírito vinda da Educação. E quando ela nos é cortada, limitada ou dificultada, significa que ervas daninhas invadiram a terra. Extirpá-los é a única solução. Com tempo e sabedoria.