domingo, 16 de novembro de 2014

Uns e outros,

Privatizem-me. Por favor. Deixem-me em paz. 
Não sou o vosso talher, nem a vossa vitamina. 
Se não me privatizam vou continuar a ser a vossa mina anti-pessoal. 
Dá-me paz interior.

Deixem de contar comigo como cidadã para pagar impostos e taxinhas, já inscritas na minha caderneta, para vos satisfazer as necessidades predatórias, até aos 104 anos (data em que um super teste do facebook diz que vou morrer).

Dêem-me um visto gold para o planeta iwish:

(Onde o vosso grupo étnico/genético deixou de evoluir. Acaba-se no último lupanare a céu aberto, derretido pela lava de um vulcão mais poderoso que o vosso poder).

A propósito de: corrupção em gold, em bancos muito maus, em polvos, em gente que veste Boss, tudo à boss, na entrega por bandidos, do nosso ouro (PT, TAP, CGD,EDP,REN), a bandidos, lembrei-me de uma história, que é a minha:

A minha tetravó escrava, preta, contou-me que foi um senhor da aldeia dela que a vendeu aos brancos. A escravatura começou assim.
Uns a venderem os seus (recursos-humanos) aos outros.
Agora são de novo os uns, que entregam os seus (recursos-naturais) aos outros.
Num movimento perpétuo.
Agora também, uns vingam-se de uns e de outros, com os recursos que nunca lhes pertenceram. Foram roubados a uns.
Os outros roubam e roubam todos os recursos porque nada melhor sabem fazer.
Uns e outros, todos se vendem.
Por pratos de lentilhas em ouro,diamantes,petróleo,dinheiro e poder.
Uns e outros são o mesmo.
O pior da espécie. Os que lhe ameaçam a sobrevivência.

A da minha tetravó. E a minha. E a tua, digo eu que me sinto...

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