sexta-feira, 6 de setembro de 2013

Pandora fora da caixa parte dois

O mito de 
Pan= todos 
Dora = presente 

Era uma vez um pequeno conto:

Um conto sobre ti que me estás a ler. A tua história. Que é também a minha. Inspirada por alguém. Que é como eu e tu.
Um dia vivias num pedaço de um mundo aquático e nada sabias sobre o que se passava cá fora. Davas umas cambalhotas e o jogo era bem divertido.

Uau, aquela água quente à volta e uma vida de brincadeira e pinotes. Afinal isto é que é viver, pensavas.
Com o tempo, que nem sabias o que era e para que servia, mexias-te conforme podias e tentavas esticar as pernas. Mas cada vez mais o espaço ia ficando reduzido.
Intuitivamente ficavas mais sossegado e aguardavas por qualquer coisa que sabias que ia ser especial. Um dia irias saber.
Diariamente ias estando mais atento e percebias que algo se passava fora do terreno, onde já te tinhas habituado a viver.

Ouvias bem os sons, sentias vibrações e mantinhas-te mais e mais atento. Agora que não podias estar tão distraído com brincadeiras. Estavas dentro de uma casca apertada e a tua imaginação espicaçava-te. Querias ser livre.
Cada vez tinhas mais curiosidade. E algo te dizia que ali fora podia ser bem divertido. Querias conhecer para além do teu mundo pequeno, sereno, aconchegado e acolhedor. Não sabias que essa é a tua natureza. Quereres conhecer mais para além do que vias, ouvias e sentias na tua proximidade. Mas essa é a tua verdadeira natureza. Fazeres parte de um todo, indissociável da busca do conhecimento e do prazer. E com o amor universal como fim último.

Um dia decidiste que era a hora, sentias-te forte e mesmo sem razão aparente, fizeste a tua primeira escolha. Sair para ver para além do que já conhecias.

Integraste-te no novo mundo. Foste fazendo inúmeras escolhas.
Como um astronauta em expedição noutro espaço, a realizar um experiência, trazias vestido um fato, o teu corpo físico e com ele um centro de comando. A tua intuição.

Mas tal como o astronauta és conduzido por outro centro de comando.

Os teus pais, a tua família, os teus amigos, o sistema de educação, o teu trabalho, os teus governantes, as tuas religiões. Todos te iam condicionando. Todos te dizem que um mais um são três.
Não sabias o que mais havia. Todos te diziam quem ser, como ser, o que fazer.
Alguns de nós conseguiram ter e receber outras visões e mais cedo ou mais tarde, simplesmente...são quem querem ser.

Como o astronauta, vais recebendo instruções do centro de comando fora de ti, fora do teu fato, para o que deves fazer, ver e ouvir no momento seguinte.

De repente encontras-te com uma manada de vacas no pastoreio. Aparece uma vaca a dizer-te que um dia chega um veículo que te transporta a um local, vai-te pendurar num gancho, rasgar-te as entranhas, cortar-te em pedaços. E que virão outros seres, compram-te para te comerem.

Tu não vais acreditar. É demasiado absurdo. E ficas no teu pastoreio. Até que esse dia chega. Porque assim escolheste ficar. A pastar, sem nada pensares. 

Tinhas perdido a ligação com o teu único e verdadeiro centro de comando. Com o teu desejo de seres livre. E conheceres para além dos teus pastos.

Passam muitos anos de um calendário inventado por uns da tua raça que te controlam e manipulam. Sem qualquer relação com a tua natureza. Um dia partes, como viste outros partirem. Deixam o fato de astronauta. Mas não sabes para onde foram. O que será que há para lá de nós?

Esta é a tua história e a minha, e de outro qualquer como nós.

Desejo que um dia, desligues a ligação com o falso centro de comando e te religues a quem és. Uma consciência universal, comandada pela tua alma e pela tua intuição.

Aquela que te indicou que deverias vir fazer uma experiência, deveras transcendente no mundo físico.
De evolução. De sair do ventre materno e conhecer mais além.

Abre agora da tua caixa, deixa sair o seu conteúdo negativo, e, com ele, também a esperança, o último item remanescente e com ela, faz-te renascer e recriar.

Com a mesma esperança, nascida da intuição, com que um dia decidiste, que aquele pequeno mundo onde passaste tanto tempo era insuficiente para te conheceres.
E aos outros. Se o fizeres, o centro de comando e o poder, passam para as tuas mãos.

A caixa de Pandora só pode trazer os males do mundo, se neles acreditares e te deixares comandar. Se não quiseres ser dono do conhecimento. 

Daquele que vem do único centro de comando desde que nasces. E através dele deixares-te inundar num lago de amor e liberdade.




(Inspirada em exemplos de David Icke.)
http://www.youtube.com/watch?v=dOUXRyS_W7A