quarta-feira, 23 de outubro de 2013

Na espuma dos nossos dias, parte III


Hoje ao admirar bolas de sabão, borboletas e um pé feminino repleto de pulseiras lindas, percebi o quanto me fascina não as pulseiras, nem as bolas nem as borboletas mas a simbologia que carregam.

A leveza, a simplicidade, a liberdade e a beleza de termos bagagens leves e simples aos ombros, que são a nossa sabedoria vinda de momentos inexcedíveis e outros mais serenos, nesta experiência humana e que nos fazem ir além do que aparentamos ser.

Somos tudo, somos uma experiência divina, dos anjos, da luz e por vezes diabólica. Somos loucos, somos pequenos, somos imensos e como dizem estas palavras enormes de Nietszche que encontrei numa “casualidade” que me faz imaginar e questionar: e se nós tivéssemos a coragem?

"Creio que aqueles que mais entendem de felicidade são as borboletas e as bolhas de sabão... Ver girar essas pequenas almas leves, loucas, graciosas e que se mo...vem é o que, de mim, arrancam lágrimas e canções. Eu só poderia acreditar em um Deus que soubesse dançar. E quando vi meu demônio, pareceu-me sério, grave, profundo, solene. Era o espírito da gravidade. ele é que faz cair todas as coisas. Não é com ira, mas com riso que se mata. Coragem! Vamos matar o espírito da gravidade! Eu aprendi a andar. Desde então, passei por mim a correr. Eu aprendi a voar. Desde então, não quero que me empurrem para mudar de lugar. Agora sou leve, agora vôo, agora vejo por baixo de mim mesmo, agora um Deus dança em mim!"