quinta-feira, 10 de outubro de 2013

“Se eu falhar a minha missão é o país inteiro que falha"


Devia estar sob o efeito de suruma quando ele, aquele a que uns quantos deram voto de confiança para se livrarem do Sócas, afirmou a pérola em epígrafe.

Aquele que em campanha prometeu fazer o oposto e guiar o país a um porto qualquer mais seguro (não estou a falar desse mas do outro atrás).

Pelo caminho, a luz do farol tinha-se fundido e claro o navio-país seguiu ainda mais sem rumo, em direcção às rochas. Ficou e está um povo pobre e fu(n)dido.

Toda a tripulação está no deck a fumar ganzas e a curtir com boazonas alemãs (o Barroso e acólitos). Como o timoneiro do Costa Concórdia.

Levantar só o dedo médio da mão, é uma saudação hawaiana que significa boa sorte.
Li isto algures e é a saudação que faço à gente que anda aí e nos trata por bastardos e burros.

Que é o que somos. Para aguentar todas as afrontas desta maneira.

Tenho momentos em que me sinto especial e até razoavelmente inteligente. E também, constantemente estrangeira.
Penso, do verbo achar, que não pertenço a este país a maior parte das vezes, nem descendo deste povo, outras tantas.

Quando estou sob o efeito de panachés bebidos num bar de praia na bela costa alentejana, depois de dançar uma noite inteira descalça ao som do kuduro do Emanuel (quem é este?), sou de fora.
E nos outros momentos quando ouço dislates e disparates vindo de adultos em cargos de responsabilidade. E até de comando…

Sinto-me de cá quando passeio pelo país e lhe descubro a beleza em todas as suas vertentes.
Quando escuto e observo grandes músicos, pintores, actores, escritores e outros criadores.
Quando lhe descubro no meio, jovens cheios de esperança e construtores dos seus futuros.
Jovens e adultos de olhar triste a precisarem de partir mas sem o quererem. Jovens e adultos que podem, querem e sabem que podem cuidar dos seus velhos se forem por outros caminhos que não este onde estamos.
Jovens e adultos com condições de armar um pé de vento, calçar a bota do tanque e atirar este bando de energúmenos daqui para fora.

Responsabilizo os professores desta gentalha por não os deixarem ter tido orgasmos intelectuais destes na escola primária. Evitavam-se estes traumas de negligência com crianças.
Porque hoje ainda não tendo atravessado a ponte para a adultez e já em postos-chave, vingam-se atirando-nos com ostras vazias.
Não fosse a frase uma pérola falsa, sentir-me-ia responsável como ele gostaria que eu me sentisse. Se é que o entendi bem...
Mas, “o burro sou eu?”

Só me sinto responsável por ainda não ter tirado o cromo agente de um gang maior, do sítio onde está.
Se aqueles que me vigiam, lerem isto( o que é uma grande sorte minha), incentivo-os a dizerem-lhes o que penso.

Eu, bode expiatório do outro, passo em velocidade de coelho a responsabilidade aos meus bodes expiatórios. Os meus pais! 
-se eu não vencer na vida a culpa é vossa. Ou melhor, se eu falhar a minha missão são vocês que falham.


Aos timoneiros desta nau catrineta, uma saudação hawaiana de boa sorte e até ao dia em que seja eu a rir sem ser por efeito da ganza.
Calçada para vos dar o pontapé.

PS , Qualquer grupo de raptores que se preza não rapta os nossos pm´s , pr´s e etcs porque ninguém os vai resgatar, como fizeram com o pm da Líbia. A minha palavra de fé para eles (os raptados) seria: aguentem que não vão falhar!