terça-feira, 1 de outubro de 2013

Portugal grande Nação

Temos uma grande Nação, uma fantástica chanceler, um enorme PR e um magnifico PM.
Os políticos são também o equivalente aos duendes maravilhosos dos contos de La Fontaine.
Exceptuando 1 ou 2 vá, mauzitos, com nomes, bigodes e figuras a apelarem ao sexo, mas não fazem mossa (se escrevesse moça e não mossa queria dizer moça e não mossa entenderam?).
O PR fez declarações de final da recessão em Portugal, na Suécia, que nada têm de palhaçada.
O PM está-se a cagar, ou a borrifar (vai dar ao mesmo com menos mau cheiro) para as eleições, porque não só as perdeu como é o equivalente a um unicórnio nos contos dos irmãos Grimm. Só existe com poder na sua própria imaginação.

Num país onde os pobres pagam muitos impostos e os bancos poucos e são resgatados pelos pobres, temos uma chanceler que face (não de face em anglo-saxofónico-porque hoje é dia da música) aos nossos protestos de rostos visivelmente castigados pela fome,
(para uns está muito mau e para outros a dificuldade reside em não conseguirem comprar o Iphone qualquercoisa), resolveu perdoar a dívida portuguesa, como esse grande país de trabalhadores meticulosos e obedientes, um dia recebeu perdão.

Mesmo que em circunstâncias históricas diferentes. Para mim, também estamos em guerra agora.
“Mas isso agora não interessa nada”.

Pelas declarações dos nossos mais altos representantes, fico com a ilusão de que vamos ser livres e que estas eleições foram uma lufada de ar fresco.
Vivemos numa pseudo- democracia em pseudo- liberdade. Mantêm-nos na ilusão da liberdade presos a dívidas. Convenientemente.
O único que vive em liberdade é o grandioso Isaltino.
E na sua liberdade, ganha eleições e festeja-as com o seu povo. De uma janela fashion com cortinas aos quadrados.
A dívida fica para os eleitores do concelho com mais licenciaturas por m2. Todos deveríamos aprender com exemplos de tamanha sabedoria.
Pelos vistos os nossos licenciados aprendem bem.

Aprendi com estas eleições que PSD,PS,CDS,BE perderam todos. Ganharam umas camaras, perderam outras, mas a regra foi perderem em número de eleitores.
Onde foram eles parar?

Na verdade ganharam as pessoas que ou se abstiveram (quase 50%),os votos brancos e nulos (os que lá foram e protestaram, mesmo não servindo para nada). De liberdade nada têm.

Os que votaram nestes partidos, porque são como os cães de Pavlov e devem favores ou os outros porque ainda acreditam em unicórnios e fadas, perderam de facto.

Acredito que por convicção, foram apenas os votos que fizeram aumentar o nº de eleitores na força politica que come criancinhas ao pequeno-almoço, a CDU. Que ninguém hoje acredita mais que as comam, naturalmente.
Eles nem sequer frequentam Igrejas ou estudam para padres…

Daí o PM se estar a borrifar para eleições, o PR avisar os estrangeiros que saímos da recessão.

Estamos a comprar mais iphones, vamos passar a comprar mais roupas com estilo em Dezembro a conselho da apresentadora, os concorrentes da casa dos degredos aumentam-nos o nível de felicidade, o Sócas vai lançar um livro sobre qualquer coisa que não interessa a quem acredita em duendes e unicórnios, a Sónia Brazão não se assume responsável pela explosão da sua casa e por fim, o único que foi visto a ir aos mercados no dia 23 foi o Walliveira e Costa. Nas Caraíbas. Comprar maracas e calções de banho.

E eu, fui lá, comprar coentros para a açorda.


O que acabo de vos contar foi a história que vi num programa BBC vida selvagem, munida de um kit sobrevivência que inclui um iphone com o sistema operativo antigo porque o novo dá muitos erros, uma barra de nutela para não entrar em hipoglicémia quando acontecer o terramoto, e, a história era contada pela chanceler Merka de olhos lacrimejantes, antes de assinar o perdão da nossa dívida.