quarta-feira, 23 de abril de 2014

Wit / talento/ sabedoria




Na espuma dos nossos dias,

Desculpem interromper-vos não vos vou dar conta de nada de novo, só quero relembrar por uns segundos algo que sabem.
O desmoronamento do Império moderno da Babilónia (vindo do seu antecessor e que tanto nos influencia no presente) está-se a repetir.

No Brasil, na Faixa de Gaza, na Hungria, na Ucrânia, em Portugal, no Sudão, em Angola, na Nigéria, em Moçambique, nos EUA e até em lugares que não me lembro tantos que são.
Para um sem número de parasitas somos umas cobaias perfeitas. Fáceis de usar, de moldar, de comandar e tantas palavras com a mesma terminação.
Parece-me ainda que estamos a perder a capacidade de persuasão e reversão do sistema seja através do voto, dos protestos ou das petições.
Há bolhas prestes a rebentar em todos os lados. Estamos dentro da bimba panela de pressão, a ficar sem válvulas de escape (o último é o desporto rei).
Na minha aldeia encostada ao oceano, se rebentar, apanho o cacilheiro para… o deserto, na margem sul de lado nenhum.

A humanidade tem à mão tecnologia para nos mandar a todos para o espaço.Num momento de renascimento do big-bang.
Ou na melhor hipótese para o novo planeta semelhante à Terra e recentemente descoberto. Prefiro esta opção.

Quero-me concentrar em usar o método científico (o cepticismo) para resolver o meu futuro já que não reconheço a autoridade de quem hoje tem autoridade.
Inspirando-me em Shakespeare they have a plentiful lack of wit”.

-o que quero ser hoje e o que quero ser quando for uma sobrevivente crescida?
Imaginando que a bolha cria musgo e uns revolucionários e rebeldes junto com hackers conseguem fazer cair a estrutura, como posso ajudar a mudar?

Vou pensar no que me trouxe até aqui a seguir à última Babilónia. O paradigma da era industrial:
-Trabalhar para ganhar dinheiro para comprar coisas para me fazer feliz.
O dinheiro e o consumo vão continuar a ser a nossa razão de viver? Vamos continuar a ter o trabalho como prioridade para pagar coisas?
A felicidade tem estas curvas transcendentes para ser assim perseguida?

Não, não sou feliz assim! Nem a felicidade é amanhã, com coisas, ou por causa de coisas. Digo eu que sou apenas mais uma tola.

Vamos usar o conhecimento não apenas o que vem no google e na wikipédia que são esculpidos por nós mas também.
Vamos usar a tecnologia, as artes. Vamos usar as nossas potencialidades infinitas e os recursos à nossa frente.
Vamos ter que trabalhar e ser criativos pelo menos até aos 70 anos, antes de nos tornarmos uma inutilidade para o combate corpo a corpo, por isso lutemos agora que já somos lixo.
Que seja com “wit”.

Voltem ao que estavam a fazer, ler, estudar, ouvir, conversar.
A queda da Babilónia vai continuar até chegar a vez de cada um de nós. Nessa altura por defeito do programa manda executar o comando: apagar de vez do caixote do lixo.

Hoje dia mundial do livro celebro também o dia de aniversário de um dos maiores autores de todas as eras, W. Shakespeare. Dele fui buscar inspiração.
Precisamos de “wit” e livros em quantidades abundantes.
Livros e vida são arte.
A vida transcende-se nos livros que são obras de arte. Os livros esculpem arte na vida de quem os lê. Quem não lê lacks of wit. E deixa a arte de pensar entregue aos sabotadores da sua vida não lhe dando formas nem curvas.