segunda-feira, 14 de julho de 2014

“O amor tem todos os direitos e nós todos os deveres”

“O amor tem todos os direitos e nós todos os deveres”
Hoje cruzei-me com a lua. Tinha-se pintado de vermelho para se ir encontrar com o sol às escondidas.
Disse-me ela antes de se anunciar ao seu amor, «Deixamos que a estrada nos leve. Começamos no beco do nada a acabamos na rua lajeada de amor.
Escolhemos viver na luz que emprestamos um ao outro porque encontramos o que de nós resta e tornamo-nos maiores do que imaginamos.
As nossas almas não se encontram a percorrer nenhuma estrada para lugar nenhum. Nós é que percorremos uma estrada na sua direcção. Um dia cruzar-nos-emos. Connosco próprios.
Nenhum caminho deveria ser proibido nem ter limites. Nem planos. Para partirmos melhor do que chegamos. É esse o nosso dever.
A cada novo caminho descoberto esculpo um raio que espreita entre as nuvens para renascer amanhã. Junto do meu sol. Assim me transformo eternamente.
Imaginei, criei, senti no coração antes do novo raiar. Apaixonadamente. Para este meu ser, fiz-me nascer forte»

Hoje a lua pintou os lábios de vermelho para se ir derramar sobre o sol.