quinta-feira, 31 de julho de 2014

Quo Vadis Nobel da Paz?

Crimes contra a humanidade, Pita Shoarma, Falafel (judeu), Hummus, Couscous (muçulmano) carneiro assado com batatas e vinho tinto (sangue de Cristo)

2014 calendário gregoriano, Cristão, para facilitar o relacionamento e a comunicação entre as nações.
1435 calendário Islâmico, 5775 calendário Hebraico, 2557 calendário Budista, 2070 calendário Hindú.

O mundo global, religioso, envolvido em guerras religiosas. A cometer crimes atrozes, semelhante contra semelhante.
Em nome de Deus. Ou de interesses. Ou no interesse que interessa colocar Deus no meio das guerras.
Ou tudo estaria resolvido há muito tempo. Desde sempre. É esta a História da Humanidade.
Fim da História.
  
Só vou escrever porque me apetece mas não há mais nada a acrescentar à História.

Como ser social respeito as ideias e as religiões dos outros. Respeito igualmente ideias políticas. Mas não respeito as ideias contidas nas religiões.

Excepto a que respeita os seres vivos. Que é uma filosofia de vida e tem 2557 anos mais coisa menos coisa.

As religiões são por inerência de ideias, políticas, logo não existe a dicotomia política versus religião.

Respeito os que têm fé e nessas ideias querem ficar, mas tenho o direito de nas ideias não acreditar.

Defendo o direito de cada um acreditar e professar as que entender.
Ou acreditar em qualquer sistema político para encontrar a sobrevivência como seres individuais com necessidades colectivas.

O que as religiões professam são ideias e ideais políticos. E são manipuladoras por isso mesmo.
E também alienam por essa razão.

A fé?
Ah a fé serve para os seguidores cegos como carneiros, com um pedaço de lã a cobrir-lhes os olhos e a bloquear o lugar onde o cérebro deixa de produzir efeito sobre o pensamento.

Os direitos pertencem apenas aos seres com vida. Às ideias não!

Nem nunca os sistemas políticos e religiosos com as ideias subjacentes religiosas, poder-se-ão nos dias de hoje com tudo o que já experimentamos conhecemos e sabemos existir, ao longa da nossa História comum, sobrepor-se ao direito de existência da Humanidade.

Seja em que lado for do muro.

O Hamas, no Estado Palestiniano que eu defendo, é um grupo religioso/com ideias políticas num Estado, apoiado por interesses, não tem o menor respeito pelos direitos humanos. Nem dos seus concidadãos nem dos outros. Sim, usa o terrorismo como arma, usa os seus cidadãos como carne para canhão. Como a Al-Qaeda. Não defende os seus cidadãos que não querem a guerra. Mas que morrem diariamente por causa da absurda guerra religiosa.

Tal como desrespeitam os direitos humanos os Estados da Síria, do Irão, da Arábia Saudita, do Afeganistão, do Paquistão, do Iraque. Por interesses religiosos.  

O Estado de Israel, que eu defendo, ontem um grupo que precisava de se defender de inimigos ardilosos e cruéis que sempre quiseram aniquilar judeus, é hoje um Estado político com um território por causa de uma religião, e, que celebra o regresso aos tempos tribais com o atear do ódio e da xenofobia. Sem respeito pelos direitos humanos.

Em 2014, Estados políticos, compostos por gente irracional, perigosa, xenófoba, com ideias e convicções religiosas irracionais baseadas em Escrituras, vindas não se sabe bem de onde, trazem como consequência agressões, violações, repressão, ódios, racismo e várias formas de violência que tornam a terra um lugar inóspito. De regresso à barbárie.

Com uma programação insustentável em ódio mútuo. Em nome da religião. A tornar a paz e as negociações impossíveis.

Por esta razão nunca aceitarei que religiões sejam a base para construir ideias políticas para os Estados.

Chega de barulho. Chega de guerras e morte em nome de religiões.
Ou em nome da apropriação de recursos naturais. Ou de outros interesses.
Chega de extremismos religiosos. De terrorismo religioso, da xenofobia religiosa que nos querem impor. Represento o infiel para os extremistas muçulmanos. A abater.
Do lado xenófobo israelita têm que atacar para se defender em nome de um Deus que os escolheu.
Como ser humano represento todos.

De que lado estou? Do lado da vida. Não quero religiões obscurantistas a roubar-me o meu bem mais precioso.
A vida em paz, num mundo plural, diverso e de direitos humanos conquistados após largos períodos de guerras e xenofobias e Santas Inquisições.
Se é ideia do mundo muçulmano, religioso, o de me retirar direitos impondo o seu véu, de me chamar infiel e por isso ser aniquilada, irei parar à fogueira.
Se Israel se defende atacando desproporcionalmente em nome de uma religião que fala em povo escolhido, eu faço parte desse povo e, prefiro a fogueira a acicatar o ódio.

Esta guerra é uma guerra com interesses obscuros mas que nos envolve a todos.

Estou do lado onde não estejam religiões a dividir. O meu Deus não precisa que o temam.
Se existe. E esses que não acreditam, também têm direito a existir.
O mundo não precisa de ideias políticas/religiosas que ataquem os direitos humanos.
Utopia?
É uma ideia! Que acarinho com fé.
Nos homens de paz. Religados apenas à vida. Com direitos.
Enquanto me massacram e eu nada posso fazer vou ali sentar-me à mesa das negociações num templo budista, com os meus amigos muçulmanos, animistas, cristãos, judeus, hindus. Somos todos servidos da mesma ementa. A da paz entre os homens.