quinta-feira, 12 de fevereiro de 2015

Anatomia de grey ou o Síndrome de grey

Anatomia de grey ou o Síndrome de grey (como disse a minha amiga Rita Jordeen).
Quanto cinzentismo vai por esse mundo! Sinto-me enfadada ao olhar tanta gente subnutrida de inteligência e bom senso. E eu cheia de arrogância.
Basta de ouvir falar de 50 cenas à grey. Mas antes, preciso de desabafar. É uma sensação sádica que tenho para os masoquistas que me lêem.
Gostamos de muita porrada, chibatadas, olhos vendados e comportamentos esquisitos?!
Ou somos todos voyeurs grey e não sobra mais nada?
A situação económica, social e política e sobretudo familiar (onde se mata) do povo (no geral, a entidade a que pertencemos todos) ficou insana e entrou numa espiral de merdoso cano de esgoto deixando-nos assim?
É a anatomia em forma de espelho da obsessão, pós lobotomização, que vejo no amor ao livro/filme.
Ou é o síndrome da falta de erecções e orgasmos?!

Da história de violência:
Prometo amar-te…
Até que a morte nos separe!
Dito pelo marido à mulher, ou o político, ou a troika, os credores, os bancos, as corporações a essa massa que é o povo, antes de a (nos) violar, maltratar e…matar. E neste caminho seguimos?

Dirão os sensatos: cada um deve naturalmente fazer o que gosta. E ler e assistir aos filmes/livros que gosta. E pelo sucesso do “traila”, das vendas de bilhetes e do conteúdo do livro, as nossas vidas devem ser de facto muito enfadonhas e chatas. Invento eu.
Vamos então encher a conta bancária de mais uns que dizem que fazem “arte”. Pálida e cinzenta. Que me rouba tesão. Mas isso sou eu, invejosa que não entendo a loucura instalada mundo fora..
Sem mais desabafos vou calçar as socas e teletransportar-me para outro planeta até que este tenha mais cores para escolher.
Ou desapareço-me no meio das tulippeenn. Essas não dizem: vou foder-te com violência. Rompem a terra com poesia, simplicidade, entusiasmo e 50 cores sem sombras de grey.
Vou florir-me para esquecer. Sempre é mais suave.

Estou curiosa por ler o RAP ou o resumo do Senhor Américo pelo mesmo autor, sobre esta obra que se tornará clássica em fama, para poder ter finalmente uma epifania: ele ata-a, dá-lhe porrada, espeta-lhe os saltos no esófago, salta a rótula, ela gosta. Ambos têm um orgasmo…fim!
Hum...demorei cerca de sete segundos a escrever e a imaginar. Imagino agora a quantidade de erecções e orgasmos numa trilogia de 500 páginas cada.

É muito sexo! Sempre dá para esquecer a troika e a austeridade e a violência dos nossos dias. Pelo menos em 50 cores diferentes.