segunda-feira, 20 de abril de 2015

Humanidade esventrada

Não entendo 
esta linguagem de violência
não entendo a razão
desta demência
da fome, da matança
só posso continuar a gritar:
não

o mar os seus espíritos nutre
que o mar perdoe
os seus violentadores
que semeiam nas suas entranhas a morte torpe
que o mar no seu balanço os corpos purifique
que o mar no seu canto apazigúe
que o mar para as suas almas seja libertador